Polícia admite não encontrar corpo de Tim Lopes

A polícia já admite a possibilidade de o corpo do jornalista Tim Lopes não ser jamais encontrado, caso o exame de DNA em ossadas retiradas do Morro da Grota, no Complexo da Maré, que será divulgado amanhã, dê negativo. "Vai ser mais um caso do tipo Dana de Teffé", disse o delegado Sérgio Falante, que investiga o crime, comparando-o ao desaparecimento da socialite checa na década de 50. Apesar de indícios de que ela havia sido morta, o corpo nunca apareceu, e seu advogado e principal suspeito do assassinato, Leopoldo Heitor, foi absolvido."É quase certo que não tenha restado muita coisa, porque o corpo foi carbonizado. Mas há muitos indícios de que ele esteja morto, já que objetos pessoais foram encontrados no Morro da Grota", afirmou Falante. Foram à análise de DNA cerca de 50 ossos retirados de um cemitério clandestino na Grota, morro em que o jornalista da Rede Globo teria sido executado.InvestigaçãoHoje, policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) estiveram num galpão de fábrica abandonado na favela Nova Brasília, também no Complexo do Alemão. Eles investigavam a possibilidade de o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, estar escondido ali. Ele não foi encontrado. Durante a operação, os policiais apreenderam 15 quilos de maconha e prenderam um rapaz de 18 anos na Favela Nelson Mandela 2.Policiais civis de Patos, cidade do sertão da Paraíba, também procuraram por Elias Maluco. Segundo informações, os pais e irmãos deles seriam moradores do bairro Jatobá. "Elas apenas tinham Elias no sobrenome, mas são moradores antigos daqui, pessoas idôneas", garantiu o delegado da 2.ª Delegacia Distrital de Patos, Manoel Martins Ferreira.De acordo com o delegado Sérgio Falante, o Disque-Denúncia tem recebido até 100 informações diárias sobre o paradeiro de Elias Maluco. "Ele estaria no Espírito Santo, Bahia, Paraguai, São Paulo, Niterói e nas favelas do Complexo do Alemão. Está em todos os lugares", disse. Falante não acredita que as informações contraditórias sejam estratégia do tráfico para confundir a investigação policial. "São pessoas que vêem estranhos nas suas comunidades e acabam denunciando por medo de que seja o traficante", afirmou.

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