REUTERS/JPavani
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Polícia age para impedir novos motins em Roraima

A Força Tática da Polícia Militar entrou na Cadeia Pública de Boa Vista para evitar um novo confronto entre facções

Cyneida Correia, Especial para O Estado

19 Outubro 2016 | 21h17

A Força Tática da Polícia Militar entrou nesta quarta-feira, 19, na Cadeia Pública de Boa Vista, capital de Roraima, para evitar um novo confronto entre facções, nos moldes do que ocorreu no domingo, quando dez presos foram mortos. Ainda na manhã desta quarta, dezenas de policiais e cães farejadores entraram na Penitenciária Agrícola para conter os detentos. Bombas de efeito moral estouraram no presídio, enquanto no alambrado familiares gritavam.

Na penitenciária, presos do Comando Vermelho (CV) foram removidos para o setor conhecido como “ala da cozinha”, onde ficam estupradores e ex-policiais, separando-os dos presos do Primeiro Comando da Capital (PCC). Na Cadeia Pública, o policiamento foi reforçado após um buraco ser descoberto na muralha que separa as alas onde ficam os presos integrantes do CV e do PCC.

Segundo o secretário adjunto de Justiça e Cidadania, Francisco Xavier Castro, os presos estão separados em alas distintas há 90 dias e continuarão assim. “Desde que soubemos que poderia haver conflitos entre facções, eles estão separados.” 

Hoje, equipes do governo federal começam a desembarcar em Boa Vista. O PCC domina a maioria dos presídios em Roraima, contando com 85% dos presos, cerca de 1.200. O CV tem 10% dos presidiários.

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