Polícia ainda não iniciou investigações sobre causa de explosão de barco no Acre

Das 15 vítimas da explosão, uma morreu; embarcação abastecia irregularmente na hora em que pegou fogo

Itaan Arruda, especial para O Estado

10 de junho de 2019 | 15h31

RIO BRANCO - A Polícia Civil do Acre ainda não iniciou as investigações para descobrir as causas do acidente com um barco que explodiu nestesábado, 8, quando realizava abastecimento de forma irregular às margens do Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. As oitivas devem iniciar formalmente com testemunhas e com os passageiros que estavam na embarcação.

"O barco foi totalmente destruído e isso dificulta o trabalho da perícia para se chegar às causas efetivas da explosão”, disse o delegado que cuida do caso, Lindomar Ventura dos Santos. “Vai ser bem complicado ter essa resposta". A estimativa é de que em 15 dias sejam anunciados os primeiros resultados da perícia.

Das 15 vítimas da explosão, uma morreu. Simone Souza Rocha, de 24 anos, não suportou os ferimentos. Teve uma parada cardiorrespiratória e faleceu no Hospital do Juruá na tarde de domingo, 9.

 caso mais grave sendo tratado é de uma criança de nove meses - e não sete, como havia sido divulgado anteriormente. O caso é classificado como "gravíssimo". Em nota divulgada nesta segunda, o Governo do Acre informa que a criança foi submetida a cirurgias e recebeu curativos especiais. Ela e outra criança de 4 anos foram transferidas para Rio Branco.

Além das duas crianças, um casal também teve de ser transferido para a capital do Acre em função do quadro clínico grave. Nove vítimas continuam recebendo atendimento no Hospital do Juruá. Três estão na UTI. Apenas uma, das 15 vítimas, recebeu alta.

"Não sabemos exatamente ainda quantas pessoas estavam na embarcação no momento do acidente", admite o delegado. "É possível que estivessem 17 pessoas, mas não se tem certeza sobre isso".

O dono da embarcação ainda não foi identificado. O delegado que conduz as investigações faz uma visita ainda na tarde desta segunda-feira, 10, à Agência Fluvial de Cruzeiro do Sul, subordinada ao Comando do 9.º Distrito Naval da Marinha, para dar sequência aos trabalhos.

O abastecimento irregular de embarcações, associado ao transporte de passageiros e cargas é comum na região. Associado à falta de fiscalização eficaz, isso possibilita acidentes como o registrado no último dia 10 em Cruzeiro do Sul.

"Somente após o inquérito é possível apontar responsabilidades como negligência, imperícia imprudência", diz o delegado Ventura. "É preciso regularizar esse tipo de abastecimento".

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