Polícia ainda tem dúvidas sobre acidente entre ônibus com 32 mortos

A Polícia Civil de Regente Feijó, no oeste de São Paulo, espera os laudos da perícia técnica para determinar as causas do acidente com dois ônibus da empresa Andorinha que causou a morte de 32 pessoas, no final de janeiro, na Rodovia Raposo Tavares. O ônibus que seguia de Presidente Prudente para São Paulo bateu de frente em outro coletivo da mesma empresa que ia de Marília para Prudente. Passado um mês do acidente, a polícia ainda tem dúvidas sobre o que causou um dos piores desastres rodoviários já ocorridos no Estado. "Ouvimos mais de 50 pessoas, mas nenhuma testemunha viu o que aconteceu", disse o escrivão Atílio Corsi Perina. Entre as pessoas ouvidas estão os 21 sobreviventes do acidente e familiares das vítimas, além de duas pessoas que passavam pela rodovia. Segundo Perina, o delegado Claudinei Alves deverá pedir mais prazo para a conclusão do inquérito, já que o prazo mínimo, de 30 dias, termina nesta erça. O grande número de vítimas e a necessidade de laudos técnicos e periciais, segundo ele, justificam o prazo maior. Até hoje os laudos dos veículos e do local do acidente, a cargo do Instituto de Criminalística de Presidente Prudente, não tinham ficado prontos. Também foram requisitadas informações do Serviço de Meteorologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Prudente, sobre as condições do tempo na noite do acidente. O diretor do IC, Jorge Nakano, disse que espera enviar os laudos ao delegado na próxima semana.

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