Polícia apreende arsenal em favela

Flagrante pegou droga, arma, colete e parte de um caixa eletrônico

Lais Cattassini, O Estadao de S.Paulo

23 de março de 2009 | 00h00

Armas, drogas, coletes à prova de balas e parte de um caixa eletrônico foram apreendidos ontem pela Polícia Militar em um flagrante realizado na Favela Real Parque, no Morumbi, zona sul da capital. Durante a ação, um homem foi preso. A polícia chegou ao barracão por meio de denúncia anônima.Segundo o sargento da PM Osnir Oliveira, os policiais foram orientados a procurar uma casa de portão de ferro com a base azul. Doze policiais em seis viaturas participaram da ação, que começou por volta das 13 horas. "Rodamos pela favela procurando pelo barraco com a descrição dada. Demoramos uma hora e meia para encontrar o local", contou.O barraco estava com a porta entreaberta e o líder comunitário Vinicius de Oliveira da Silva, de 24 anos, tentava fugir por uma janela estreita. Dentro da casa foram encontrados 1.530 papelotes de crack, 800 papelotes de cocaína, 2.400 papelotes de maconha, 400 papelotes de haxixe, 72 tabletes de maconha, dois tijolos de haxixe e quatro tijolos de crack, um mosquetão, dois fuzis AR-15, uma carabina calibre 12, duas pistolas 380 e uma garrucha, além de munição para todas as armas, coletes à prova de balas, vidros de lança-perfume, uniformes da Polícia Federal e um pedaço de um caixa eletrônico. Os objetos estavam escondidos em armários e dentro de eletrodomésticos.Todas as armas estavam com a numeração raspada. A PM descartou a hipótese de serem provenientes do roubo ao Centro Tático de Treinamento de Ribeirão Pires, no dia 5 de março. Acredita-se que algumas das armas tenham sido roubadas de colecionadores.Silva alegou ser responsável apenas por guardar o local. Ele não tem passagem pela polícia e o envolvimento de uma quadrilha no caso ainda será investigado. A polícia acredita que o líder comunitário estava sozinho na casa no momento do flagrante. A denúncia orientava os policiais a procurar no barraco por um homem sem três dedos da mão - o que relaciona Silva às informações obtidas pelos policiais.Segundo o sargento Oliveira, o líder comunitário se surpreendeu com a chegada da polícia. "Ele estava sentado tranquilamente. Quando nos viu, tentou fugir pela janela. Os bandidos não esperam que alguém faça a denúncia."

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