Polícia apreende granada com traficantes no Rio

Um acionador de carga explosiva e uma granada defensiva, ambos de uso exclusivo das Forças Armadas, foram apreendidos na manhã de hoje com traficantes do Complexo do Dendê, na zona norte. A operação, que reuniu 45 policiais militares, terminou com 16 presos e um ferido. Com eles, a polícia encontrou um fuzil, uma metralhadora e duas pistolas. O subcomandante do 17.º Batalhão (Ilha do Governador), major César Augusto, ficou levemente machucado ao manusear um artefato de fabricação caseira apreendido, que caiu e estourou.Uma ligação feita ao Disque-Denúncia pela manhã denunciou a movimentação de traficantes próximo a uma casa no Morro do Dendê. Os policiais seguiram para o local por volta das 9h30 e, ao chegarem à favela, houve troca de tiros. Um homem foi baleado e levado para o Hospital Souza Aguiar. Outros dois - um deles de 17 anos - foram presos.Ao chegarem à casa apontada como local usado pelos criminosos, os policiais encontraram três homens. Eles não reagiram e permitiram que os PMs entrassem. "Os policiais revistaram a casa e, apesar de os homens afirmarem que ali não havia armas ou drogas, foi encontrada uma pistola escondida sob o beiral da escada", informou o delegado Luiz Lima, da 37.ª Delegacia de Polícia (Ilha do Governador).Com a movimentação da polícia no morro, traficantes fugiram para outra favela do complexo, a Praia da Rosa. Os policiais continuaram a perseguição e prenderam onze homens, que estavam com as outras armas, inclusive o material de uso exclusivo das Forças Armadas.Agentes do Esquadrão Anti-Bombas informaram que o acionador apreendido - de fabricação americana - é usado para a preparação de armadilhas. "Para manusear esse material é preciso ser altamente especializado. Se erroneamente manuseado, pode levar o operador à morte. Esse acionador já contém uma carga explosiva capaz de provocar ferimentos", disse um agente.A polícia ainda não sabe informar se o acionador e a granada foram desviadas das Forças Armadas ou contrabandeados para o Brasil. O material será encaminhado para a Delegacia de Repressão à Armas e Explosivos (DRAE), para que sua procedência seja rastreada.

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