Polícia apreende míssil e granadas em São Paulo

Em duas ações distintas, uma na zona sul da capital e outra em Santo André, no ABC, policiais civis e militares apreenderam um míssil, uma granada de fragmentação, granadas de mão, armas e farta munição. Ninguém foi preso. Eram 2 horas quando policiais militares foram informados sobre uma picape S-10 estacionada na frente do número 9.100 da Rua Vergueiro, na Vila Elísio. O porteiro de um prédio viu dois homens e uma mulher mexendo no veículo. Ele pensou que fosse uma tentativa de roubo e ligou para a Polícia.Os PMs chegaram em seguida, mas os dois homens e a mulher já tinham desaparecido. A picape estava estacionada entre um Escort e uma caçamba de lixo. O volume do material coberto na carroceria da S-10 chamou a atenção dos policiais militares. Eles retiraram a lona do veículo e ficaram surpresos com a carga encontrada: um míssil artesanal com a plataforma de lançamento.Os policiais imediatamente chamaram o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), unidade de elite da PM especializada em explosivos. Três carros do Corpo de Bombeiros também foram mobilizados. O quarteirão entre as Ruas Vergueiro, Taquarichim e Tenente Paulo Alves foi interditado.A operação durou três horas. Às 5 horas, o míssil foi colocado numa viatura e levado para a sede do Gate, no bairro da Luz, região central da Capital. A Polícia Militar informou que o material apreendido é um artefato aparentemente explosivo de fabricação artesanal. O documento diz ainda que o artefato foi recolhido para perícia e emissão de laudo.Em Santo André, a Polícia Civil apreendeu um arsenal, graças a uma denúncia anônima. Num barraco da Favela Cata Preta, foram encontrados uma granada de fragmentação (parecida com um pequeno foguete, é lançada por fuzil e capaz de abater aeronaves e de derrubar muralhas de presídios); duas granadas de mão; uma espingarda calibre 12 e centenas de projéteis para fuzis, pistolas, carabinas e revólveres calibre 38, além de R$ 700 em notas falsas de R$ 50.Segundo o delegado-titular do 6º DP de Santo André, Darci Freitas, a granada de fragmentação é lançada com fuzil. Homens do esquadrão Antibomba do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) detonaram o explosivo, às 8 horas, num terreno baldio na Favela Cata Preta.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.