Polícia apreende outro Santana

A polícia apreendeu nesta terça-feira, no quilômetro 311 da Rodovia Régis Bittencourt, em SãoLourenço da Serra, Grande São Paulo, um Santana azul que podeter sido usado no seqüestro e assassinato do ex-prefeito deSanto André, no Grande ABC (SP), Celso Daniel. Foram detidosquatro suspeitos. A apreensão é resultado da investigação sobreo resgate de presos em Guarulhos, na região metropolitana, comum helicóptero, dia 17. O delegado-seccional de Taboão da Serra (SP), Romeu TumaJúnior, disse que apenas uma perícia poderá indicar se o carrofoi usado no seqüestro de Daniel. Segundo peritos, foramlocalizados fios de cabelos no porta-malas do carro. O automóvel apreendido é igual ao descrito por ManoelDantas de Santana Filho, mais conhecido como "Cabeção", de 30anos, como o que fora guardado por "conhecidos" na garagemdele, na Favela Pantanal, zona sul. A Justiça prorrogou hoje aprisão de "Cabeção" por 15 dias. No depoimento prestado à polícia, "Cabeção" apontou ossupostos envolvidos no assassinato, mas apenas pelos apelidos ouprimeiro nome: Itamar, "André Cara Seca", "Bozinho", "Carade Gato", "Serginho" e "Kiti". Policiais do Departamento deInvestigação sobre o Crime Organizado (Deic) trabalham paraidentificar os bandidos e têm o retrato falado de um deles. "Cabeção" negou a participação no crime, mas contouaos policiais que "conhecidos" deles guardaram um Santana azulno dia 18, quando o ex-prefeito de Santo André foi seqüestrado,na garagem de uma casa de sua propriedade, que está alugada. Oveículo foi coberto por uma lona. No mesmo dia, "Bozinho" saiucom o Santana. Na rua, os outros comparsas aguardavam com umaBlazer verde - o mesmo tipo de carro que foi usado no seqüestrode Daniel. "Cabeção" disse ainda que, alguns dias depois,ouviu os "conhecidos" dizerem que a "fita tinha dadoerrado". Todos estavam escondidos na Favela Pantanal, onde foilocalizado o suposto cativeiro. Na casa, os policiaisencontraram um canhoto de um plano de saúde em nome doex-prefeito.Ainda hoje, prosseguiram os depoimentos na investigaçãodo caso, na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O chefe de gabinete da prefeitura, GilbertoCarvalho, foi ouvido por mais de uma hora. "A polícia queria traçar um perfil do Celso Daniel e saber o que fui fazer na casa dele no dia em que ele foi encontrado. Esclareci que fui ajudar na escolha da roupa com a qual ele ia ser enterrado."Nesta quarta, às 14 horas, a ex-mulher do ex-prefeito doPT, Miriam Belchior, prestará depoimento.

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