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Polícia apura estupro coletivo de menina de 13 anos em Juiz de Fora

Ao menos 11 pessoas teriam participado do crime - autores seriam traficantes; vídeo foi divulgado por uma mulher nas redes sociais

Rene Moreira, Especial para o Estado

29 de junho de 2016 | 11h58

FRANCA - A Polícia Civil de Juiz Fora, cidade localizada na chamada Zona da Mata, em Minas Gerais, apura o estupro coletivo contra uma menina de 13 anos. O caso foi registrado no último fim de semana, e pelo menos oito pessoas teriam participado do crime, que foi filmado e teve imagens divulgadas na internet.

A violência teria acontecido após uma festa junina, e os responsáveis seriam traficantes da região. Na tarde desta terça-feira, 28, policiais fizeram uma varredura na Vila Olavo Costa, onde fica o imóvel que teria sido palco do estupro. Já a vítima e familiares foram levados para um local seguro, enquanto é realizada a investigação.

Segundo o apurado até agora, a menina deixou a família na festa junina e saiu com um rapaz e outro casal. Eles teriam ido até uma residência usada por jovens para namorarem e por usuários de drogas. No imóvel, teriam sido surpreendidos por traficantes, que liberaram os demais porque já os conheciam, mas levaram a adolescente para outra casa.

No total, 11 pessoas teriam sido vistas nesse outro local - oito rapazes teriam se relacionado com a adolescente. Uma mulher foi quem divulgou o vídeo do estupro em uma rede social, dando início à apuração do ocorrido.

A delegada Ângela Fellet, da Delegacia de Atendimento à Mulher de Juiz de Fora, contou que a adolescente passou uma noite no imóvel e que as apurações para saber exatamente o que aconteceu prosseguem nesta quarta-feira, 29.

"Sabemos que um dos envolvidos é maior de idade e, a princípio, os outros são menores", afirmou a delegada.

A jovem, que teria divulgado o vídeo, também deve responder criminalmente. O vídeo não mostra de forma clara as relações sexuais, mas de acordo com a delegada deixa isso muito evidente. Os acusados seriam de uma quadrilha considerada perigosa na região, o que levou a polícia a tomar medidas de proteção à vítima.

Soltura. A menina teria sido libertada somente após uma ordem do líder do tráfico. Ela contou que três dos estupradores estavam armados e que não conhecia nenhum deles. Segundo a delegada, mesmo que a relação tenha sido consensual, o crime de estupro está configurado porque a vítima tem menos de 14 anos.

Ela está sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar e recebendo apoio psicológico. Ao fim da apuração, o caso será encaminhado à Vara de Infância e Juventude.

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