Polícia apura golpe da casa própria contra 17 famílias em Guaianases

Pelo menos 17 famílias caíram no golpe da casa própria na zona leste de São Paulo. As vítimas receberam a promessa de adquirir um apartamento - e tiveram de pagar R$ 150 pela inscrição - por meio de um programa habitacional inexistente. Segundo o advogado João de Oliveira, de 39 anos, as cartas dos inscritos tinham timbre e assinatura de funcionários da Subprefeitura de Guaianases. Ninguém da subprefeitura quis comentar o caso ontem.O delegado titular do 44º DP (Guaianases), José Gonzaga Pereira da Silva Marques, instaurou inquérito para apurar o caso e acredita que até cem famílias possam ter sido lesadas. Moradores do Jardim Fanganiello acusam Vera Lúcia Alves, coordenadora de Habitação da Subprefeitura de Guaianases, de receber o dinheiro para inscrevê-las no programa.As moradoras Luciana Gomes Candeia, de 33 anos, e Suely Petrolilia dos Santos Souza, de 47, eram responsáveis por recolher o dinheiro e documentos dos interessados. Ambas alegam que também foram enganadas pela coordenadora. Luciana e Suely conheceram Vera em 2008, durante a campanha do então candidato a vereador Jorge Aguedo de Jesus Perez Oliveira Filho, atual subprefeito. Após o término das eleições, a coordenadora teria prometido "doar" apartamentos para as duas. Em novembro, Vera teria pedido para as donas de casa "recrutarem" mais interessados em adquirir a casa própria. "Ela nos explicou como falar com os interessados", afirma Suely. "Acreditamos que era verdade. Tudo foi na base da confiança", alega Luciana. Ambas começaram o recrutamento.Após pagarem a taxa, as vítimas recebiam pelo correio uma carta confirmando a inscrição no "Programa Social Moradia do Governo". "A carta tinha a assinatura de uma Vera Correia Lopes, coordenadora de Habitação, e de Jorge Perez Sanchez, secretário da subprefeitura", afirma Vanessa Oliveira Vasques Pereira, de 28 anos, uma das vítimas.

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