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Polícia baiana exige aumento de salário

Pela primeira vez desde que o grupo do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL) reassumiu o poder na Bahia, em 1990, policiais civis e militares saíram hoje em passeata pelo centro de Salvador reivindicando aumento salarial e ameaçando entrar em greve no Estado. Pelo menos duas mil pessoas participaram da assembléia dos policiais, realizada no ginásio do Sindicato dos Bancários da Bahia, e participaram na manifestação até o Praça da Piedade. Os policiais reivindicam salário inicial de R$ 1,2 mil.Vários sargentos, tenentes e capitães, alguns fardados, além de cabos, soldados e seus familiares participaram da manifestação, que teve o apoio dos sindicalistas que foram agredidos pela Tropa de Choque da PM no mês passado, quando realizavam protesto contra ACM. Por causa desse episódio os oradores da polícia, entre os quais Crispiniano Daltro, presidente do Sindicato dos Policiais Civis, aproveitaram para pedir "desculpas" aos antigos "inimigos" e atuais aliados. Alguns oficiais da PM disseram que foram obrigados a descumprir a Constituição ao reprimir os manifestantes, mas garantem que de agora em diante não vão mais cumprir ordens que considerem ilegais.Após a assembléia os policiais seguiram até a sede da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na Praça da Piedade, levando faixas de protesto contra os baixos salários se solidarizando com os colegas do Paraná e do Tocantins que realizaram greve pelo mesmo motivo. Puxando a passeata, o mesmo carro de som do Sindicato dos Bancários, apreendido diversas vezes pela PM em manifestações contra o governo.Os manifestantes entregaram um documento com as reivindicações à cúpula da polícia baiana e disseram que vão esperar até o dia 5 por uma resposta positiva do governo. Se isso não ocorrer vão realizar uma nova assembléia para decidir por greve por tempo indeterminado.

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