DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Polícia busca líder do PCC 'desaparecido' em presídio de Roraima

'Pato' seria levado para presídio federal após massacre em penitenciária, mas não foi encontrado dentro do presídio

CYNEIDA CORREIA, Especial para O Estado

13 Janeiro 2017 | 20h06

BOA VISTA- Um dos líderes do Primeiro Comando da Capital, acusado de comandar o maior massacre de presos da história de Roraima, está desaparecido dentro da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo.

Policiais e agentes realizam buscas para encontrar Adeilson Eliotério dos Santos, conhecido como Pato, que é do primeiro escalão do crime organizado no Estado. Ele seria responsável pela transmissão de informações e criação de normativas e procedimentos para integrantes da facção que estão dentro e fora do sistema prisional de Roraima.

O desaparecimento só foi descoberto quando o Ministério da Justiça autorizou a transferência de 10 presos da facção PCC para um presídio federal e "Pato", que seria um dos transferidos, não foi encontrado.

Além de duas condenações definitivas na Justiça, o integrante do PCC foi condenado na Operação Weak Link a oito anos e dois meses de prisão por organização criminosa. A Weak Link, deflagrada em 2014, mapeou a atuação da facção no Estado, e condenou lideranças a 71 anos de prisão por formação de organização criminosa.

A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejuc) está fazendo diligências internas, com o apoio da Polícia Civil e do Serviço de Inteligência Penitenciária, para encontrar o detento.

Como não houve registro de fugas, há a hipótese de que "Pato" poderia ter sido assassinado dentro do presídio, por conta do massacre de 33 presos - alguns com decapitação. 

 

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