Polícia caça 50 hackers que roubam R$ 1 milhão por mês

Este seria o prejuízo causado entre saques em caixa eletrônico, pagamentos de boletos e saques em caixa

Paulo R. Zulino, do estadao.com.br,

04 de dezembro de 2007 | 08h00

A maioria dos 50 hackers procurados na Operação Muro de Fogo foi presa até às 11h30 desta terça-feira, 4, pela Polícia Federal. A operação foi deflagrada nesta manhã em Uberaba, em Minas Gerais, e busca uma quadrilha que furtava valores de contas bancárias pela internet. Os 250 policiais federais em ação cumprem cerca de 50 mandados de prisão e 51 de busca e apreensão nas cidade de Uberaba (MG), Goiânia (GO) e São Joaquim da Barra (SP). Estima-se que a quadrilha seja responsável pelo furto de mais de R$ 1 milhão por mês entre saques em caixa eletrônico, pagamentos de boletos e saques na boca do caixa.  O grupo, que possui atuação nacional, é especializado na realização de fraudes pela internet com a obtenção indevida de números de contas correntes e suas senhas para a realização de transações não autorizadas, desviando dinheiro de correntistas e de instituições financeiras. A operação da PF conta com o apoio da 1ª Promotoria de Combate ao Crime Organizado de Uberaba.  O nome da operação é uma tradução da palavra firewall, software que protege os computadores contra invasões externas. Na ação desta terça-feira, serão detidos os hackers (pessoas que desenvolveram ou utilizaram os programas espiões), as demais pessoas que os auxiliam no furto de valores das contas bancárias, bem como os "laranjas" (pessoas que deliberadamente emprestam sua conta bancária para receber transferências fraudulentas). Os criminosos utilizam programas do tipo trojan, que são disseminados por meio de mensagens de e-mail aos usuários e instalados nos computadores das vítimas sem o seu conhecimento. Assim, os clientes são enganados e, com o programa espião instalado em seus equipamentos, sofrem um monitoramento das suas máquinas, tendo os números de conta bancária e senha capturados pela pessoas que lhe enviaram o trojan. Posteriormente, o bando transfere valores das contas bancárias capturadas para outras contas de "laranjas" e efetua saques e pagamentos. Texto alterado às 11h35 para acréscimo de informações.

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