Polícia caça suspeitos de participação da morte de milionário

A polícia caça ainda outras três pessoas suspeitas de envolvimento no assassinado de Renné Senna, ganhador da Mega Sena. Um deles é um ex- policial militar, segundo informações que chegaram ao Disque Denúncia, foi o homem que disparou contra o milionário; A mulher dele, que é amiga da viúva, Adriana Almeida também está na lista, além de um civil. O atirador seria amante de Adriana. O advogado dele telefonou para a polícia e prometeu apresentá-lo na manhã desta sexta-feira. Nesta quinta-feira, 1º, foram presos dois policiais militares que trabalhavam como seguranças de Senna. Também foi apreendida uma motocicleta que pode ter sido usada no crime. Ela é azul escura, enquanto a dos assassinos foi descrita como sendo roxa, cor parecida. A moto, de placa LRD 0690, estava na casa do filho de um dos PMs presos: o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira, do 16º batalhão. Na residência, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi encontrada também uma garrucha. Ppor causa disso, o rapaz, de 25 anos, cujo nome não foi divulgado, também foi preso. O outro PM capturado foi o cabo Marco Antônio Vicente, do 9º batalhão da PM. As prisões foram efetuadas pela Corregedoria da PM. O atirador seria o ex-PM Anderson Silva de Souza, demitido quando Senna descobriu que ele não estava mais na corporação. Ele foi expulso em 2002, seis anos depois de ingressar, por portar arma ilegal. Ontem, em sua casa, foram apreendidos quatro toucas ninjas, três luvas pretas, celulares, facas e agendas, uma delas no nome de sua mulher, Janaína Silva de Oliveira. Amiga da ex-cabeleireira Adriana e freqüentadora da fazenda de Senna, na cidade de Rio Bonito, Janaína também é procurada. Suspeitas recaem ainda sobre Ednei Gonçalves Pereira. Não foram divulgadas mais informações sobre Pereira, apenas que ele é civil, falsificaria documentos e seria bastante ligado a Souza. A Justiça expediu mandado de prisão contra os dois presos e os três suspeitos ainda em liberdade. Garotas de programa No depoimento que prestou à polícia três semanas atrás, ao qual o Estado teve acesso, a viúva disse que é amiga de Janaína há cinco anos. Segundo a polícia, as duas já foram garotas de programa e teriam trabalhado juntas. Na quinta, na casa de Janaína, foram achadas fotos da própria em atos sexuais. A ex-cabeleireira seria amante do marido da amiga, que foi contratado como segurança do milionário por sua indicação. Adriana também tinha relacionamento extraconjugal com um motorista de van. No depoimento, a viúva afirmou que Souza e o sargento Oliveira foram dispensados pessoalmente por Senna. Conforme consta no inquérito, ela contou que "Souza não ficou satisfeito ao ser despedido", porque Senna "foi muito agressivo com ele". Adriana informou ainda que o marido, ao despedir Souza, "disse que não queria ninguém errado trabalhando na fazenda". Sobre Oliveira, conhecido como China, Adriana disse que o marido o demitiu porque ele fora indicado por Souza. Outro motivo: Senna descobrira que ele não tinha bom comportamento na PM. O delegado Roberto Cardoso, da Delegacia de Homicídios, que assumiu o caso nesta quinta, acredita que a desavença pode ter motivado o crime. Ele não descarta a possibilidade de Adriana não ter tido participação no assassinato - "não afasto nenhuma hipótese" -, ao contrário do que entenderam os investigadores da delegacia de Rio Bonito, à frente do caso até quarta-feira. Herança Enquanto a polícia busca os assassinos, parentes do milionário se movimentam para abocanhar parte da fortuna. Senna ganhou R$ 52 milhões em 2005. Comprou a fazenda, de R$ 9 milhões, outros imóveis e carros, para a mulher e familiares. Não se sabe quantos milhões ainda restam, mas dois dos onze irmãos de Senna devem entrar na Justiça para anular o testamento que beneficia, com metade dos bens, a viúva, uma vez que ela é tratada como suspeita número um de ter ordenado a morte do marido. A outra parte cabe à filha única dele, Renata. Reclusa desde a morte do Senna, em 7 de janeiro, a moça, de 25 anos, deixou o emprego de vendedora e a casa em que mora, em Itaipuaçu (presente do pai), no Grande Rio, e está amparada por parentes. "Ela não está preocupada com inventário, só quer a prisão dos assassinos", disse Marcus Ringoni, advogado da jovem.

Agencia Estado,

01 Fevereiro 2007 | 20h00

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