Polícia cerca conjunto habitacional em Maceió para instalação de base comunitária

Ação, inspirada nas UPPs do Rio, visa conter violência na região do complexo Benedito Bentes

Ricardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

28 Julho 2011 | 11h56

MACEIÓ - Cerca de 150 policiais civis, militares e da Força Nacional cercaram na manhã desta quinta-feira, 28, o Conjunto Carminha, para tentar conter a onda de violência na região do complexo residencial Benedito Bentes, na periferia de Maceió. A informação foi confirmada pela Secretaria de Comunicação do Estado, acrescentando que o objetivo da operação é implantar no conjunto uma unidade de Polícia Comunitária, nos mesmos moldes das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) implantadas nos morros do Rio de Janeiro.

 

De acordo com informações oficiais, será imposta aos moradores da região do Carminha uma espécie de toque de recolher, principalmente para restringir a movimentação dos menores de idade. Além disso, a ordem das autoridades de segurança é prender os traficantes responsáveis pela morte de uma moradora do conjunto, que antes de morrer foi torturada e teve a cabeça decepada. O crime ocorreu no último final de semana e deixou os moradores chocados com tamanha violência.

 

É grande a movimentação de policiais fortemente armados circulando pelas ruas do conjunto. Dezenas de viaturas circulam pela região, além de helicópteros sobrevoando a área e dando cobertura aos policiais que participam da operação, que deve durar pelo menos até o final da manhã. O governo do Estado promete divulgar uma nota com as informações oficiais acerca da operação, que conta com o apoio da população, mas ainda provoca desconfiança em alguns moradores. Eles temem que a violência recrudesça depois que a polícia for embora.

 

O Carminha deve ser o segundo conjunto do complexo residencial Benedito Bentes a receber uma unidade de Policia Comunitária. A primeira base desse projeto, que conta com o apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, foi implantada no Conjunto Selma Bandeira, que também apresentava um histórico de violência preocupante. Com a implantação da base, no ano passado, a violência diminuiu no conjunto e os moradores do Selma Bandeira passaram a confiar mais nos policiais.

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