Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Polícia cerca sede do Banestes para impedir roubo de documentos

Depois que a Justiça Federal decretou a intervenção no Banco do Estado do Espírito Santo, agentes federais da força-tarefa de combate ao crime organizado no Estado cercaram a sede administrativa do Banestes, no centro de Vitória, para evitar que os integrantes dadiretoria destituída do banco e do Comitê de Privatização retirassem 1.5 mil caixas comdocumentos do Banestes Seguros (Banseg), Coordenadoria Jurídica, do setor tributárioe da comissão de privatização, além de 70 malotes do banco.Os funcionários do banco denunciaram a movimentação para a retirada dosdocumentos. O Sindicato dos Bancários comunicou o fato ao procurador da Repúblicano Espírito Santo, Henrique Herkenhoff, que acionou a Polícia Federal.O coordenador do comitê de privatização, Márcio Lino, foi detido quando saía em seu carro, um Escort, placa GSA 4387, com documentação. No veículo, a polícia encontrou três caixas e umamaleta com documentos. Até o início da noite desta sexta-feira, a PF manteve os diretores da instituição detidos na sala de reuniões. Todos os carros que saíam do prédio eram revistados.A Justiça Federal determinou intervenção na diretoria do Banco do Estado do EspíritoSanto (Banestes) acatando o pedido de Herkenhoff, determinou o afastamento da diretoria do banco e que o Banco central indique um novo administrador para a instituição.A decisão servirá, segundo a Justiça Federal, para que não desapareçam as provas deoferecimento de propina a deputados estaduais envolvendo o secretário de Transportese Obras Públicas do Governo do Estado, Jorge Hélio Leal, e o empresário CarlosGuilherme Lima, preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira, acusado de lavagem dedinheiro, ocultação de bens, sonegação de impostos e fraudes em licitações públicas,entre outros crimes.O procurador afirmou que houve desvio de recursos públicos vindos de um financiamento do BNDES, que passaram pelo Banestes e teriam ido parar na conta do empresário Carlos Guilherme Lima.O procurador argumentou ainda que comprovaçãode oferecimento de propina, pelo empresário Carlos Guilherme Lima, a deputadosestaduais para aprovação do projeto de privatização do banco motivou a intervenção.Segundo o procurador Henrique Herkenhoff, os correntistas não devem ficar preocupados pois a intervenção não tem nada a ver com a saúde financeira do banco. Nenhuma agência será fechada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.