Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Polícia Civil abre novo inquérito contra João de Deus por posse ilegal de arma de fogo

Investigadores acharam cinco armas espalhadas pelo quarto de João de Deus, em um de seus endereços na cidade de Abadiânia

Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2018 | 19h22

GOIÂNIA - Após indiciar o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, por violência sexual mediante fraude, a Polícia Civil de Goiás decidiu abrir um novo inquérito contra o líder religioso, nesta quinta-feira, 20. Agora, João de Deus também será investigado pela posse ilegal de arma de fogo, com o agravante de ter sido encontrado um revólver com a numeração raspada em sua residência.

As armas foram descobertas durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na terça-feira, 18. Na ocasião, os investigadores acharam cinco armas espalhadas pelo quarto de João de Deus, em um de seus endereços na cidade de Abadiânia (GO), cidade onde fez fama como líder religioso. 

Foram apreendidos dois revólveres de calibre 32, um de calibre 38, uma pistola 380, com capacidade para 12 tiros, e uma garrucha calibre 22, que tinha a numeração raspada. Também foram encontrados diversas munições, em poder de João de Deus, sendo algumas estrangeiras. Dentre elas, estavam munições 357, exclusiva de uso militar, e que pode ser usada em calibre 38.

Segundo a polícia, as armas não têm registro junto à Polícia Federal ou ao Exército e,  por isso, o médium terá de responder por esses crimes. "Essas armas não possuem registro, uma delas tem numeração raspada, então, denota-se mais uma investigação referente a esse armamento", afirmou o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes. "Ele vai responder pela posse e a questão da arma raspada terá uma qualificação diferenciada", disse. 

No mesmo dia, os investigadores descobriram também aproximadamente R$ 405 mil em dinheiro vivo.  O valor estava distribuído em diferentes tipos de moeda, como francos suíços, dólares americanos e canadenses, pesos argentinos e euros. O maior volume de notas era de reais. Ainda não se sabe a origem do dinheiro, mas os agentes estranharam a quantidade, considerada anormal por estar armazenada em uma residência comum.  Por conta do alto valor, é provável ainda que João de Deus também seja investigado pela Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro da Polícia de Goiás, em um outro inquérito. 

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