Polícia Civil da Bahia faz segunda paralisação do mês

Caso não entrem em acordo com o governo, policiais prometem greve por tempo indeterminado

Solange Spigliatti, da Central de Notícias,

20 de maio de 2009 | 11h03

Os policiais civis da Bahia iniciaram a segunda paralisação de 72 horas este mês. A categoria reivindica reajuste salarial de 100%, melhores condições de trabalho, além do fim do trabalho carcerário nas delegacias. A partir desta quarta-feira, 20, a Polícia Civil trabalhará com apenas 30% do efetivo por unidade fazendo o serviço de custódia de presos e suspendendo as atividades do Departamento de Polícia Técnica, segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc).

A segunda paralisação da categoria - a primeira aconteceu entre os dias 11 e 13 - começou após reunião na tarde da terça entre os representantes do governo Jaques Wagner (PT) com os coordenadores de Serviço de Investigação, de Plantão, de Cartório e Custódia da Polícia Civil, no auditório do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Segundo o Sindicato, "a proposta da governo apresentou tabelas defasadas e números já conhecidos pela categoria, não convencendo os policiais chefes presentes à reunião."

Na avaliação do Sindpoc, o encontro "serviu para dar força para a mobilização e a luta dos trabalhadores, que já tomou conta de todo o interior do Estado." De acordo com o Sindicato, se nenhum acordo for feito junto ao governo, a categoria faz novas paralisações de 72 horas nos dias 27, 28 e 29 de maio, nos dias 8, 9 e 10 de junho e, por fim, greve geral por tempo indeterminado a partir do dia 20 de junho.

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