Polícia Civil desarticula rede de prostituição ligada ao tráfico no RS

Garotas de programa eram obrigadas a vender drogas a seus clientes; ao menos seis gerentes foram detidos em operação

Luciano Nagel, Especial para o Estado

29 Outubro 2015 | 11h54

PORTO ALEGRE - Uma ação do Departamento de Investigação do Narcotráfico do Rio Grande do Sul (Denarc) foi desencadeada na manhã desta quinta-feira, 29, na região metropolitana de Porto Alegre para combater traficantes que utilizam garotas de programa para vender drogas aos clientes. 

Pelo menos seis gerentes do tráfico de drogas foram detidos por agentes policiais que cumpriram seis mandados de prisão e oito de busca e apreensão, expedidos pela Justiça, nas cidades de Porto Alegre, Viamão e Canoas. 

De acordo como o delegado responsável pela operação, Mário Souza, a investigação durou cerca de seis meses, após denúncia de uma garota de programa sobre o esquema de prostituição juntamente com o tráfico de drogas. A prostituta era obrigada pelos traficantes a vender drogas, como cocaína e ecstasy, para seus clientes.

"Pelo menos dois gerentes da rede de prostituição e tráfico de drogas são muito violentos, inclusive até ameaças de morte ocorriam para quem tentasse sair do esquema", revelou o delegado Souza.

Conforme as investigações da Polícia Civil, os clientes conheciam a rede de prostituição por meio de anúncios de jornais e sites pornográficos. Os programas com as garotas custavam em média R$ 500 e R$ 1 mil. A estimativa da Polícia Civil é de que a quadrilha lucrava aproximadamente R$ 15 mil por mês. 

Durante o cumprimento dos mandados foram apreendidos comprimidos de ecstasy, dinheiro, cigarros contrabandeados, toucas ninjas e uma espingarda.  

A operação denominada "Luxúria" contou com a participação de 50 policiais, entre eles, do Grupo de Operações Especiais (GOE) do Denarc.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.