Policia civil do ES paralisa atividades

Os policiais civis do Espírito Santo decidiram reiniciar nesta terça-feira a greve da categoria, que começou no dia 14 de maio e foi suspensa três dias depois, quando o secretário de Estado de Governo, Danilo Duarte, assumiu as negociações e pediu um ?voto de confiança? aos policiais. Os delegados votaram pela paralisação de suas atividades ao meio-dia. Já os investigadoresaguardaram até as 17 horas por uma posição da Secretaria da Segurança Pública, que não se pronunciou.No dia 10 de maio, quatro dias antes da primeira paralisação, uma decisão judicial considerou a greve ilegal e estabeleceu multa de R$ 10 mil por dia de descumprimento à determinação. Durante todo esse tempo, mesmo quando o trabalho foi retomado, a categoria se manteve em estado de greve, com assembléias permanentes. Em 14 de junho, os policiais passaram a adotarparalisações de até 24 horas em dias incertos para pressionar o governo a apresentar sua proposta.A principal reivindicação é de reajuste de 38%, mesmo percentual concedido aos policiais militares no fim do ano passado. Os policiais civis pedem também melhores condições de trabalho e abertura de concurso público. De acordo com o diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol), Antonio Tadeu Nicoletti Pereira, o governo, informalmente, tem afirmado que atenderá a pauta dos grevistas. Mas, até agora, não houve uma proposta oficial, que ainda precisaria ser aprovada pela Assembléia Legislativa.Em respeito à lei, os policiais ? cuja base salarial é de R$ 1.200 ? manterão 30% da categoria em plantão nas delegacias para registrar ocorrências, removendo cadáveres e realizando perícias. Em maio, essas atividades chegaram a ser suspensas, em represália ao que o Sindipol classificou como intransigência do secretário de Segurança Pública, coronel Edson Ribeiro doCarmo. Na época, o secretário classificou o movimento grevista como um ?ato de indisciplina?. Procurado ontem pelo Estado, ele estava participando de uma reunião e não pôde dar entrevista.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.