Polícia Civil e FBI investigam desaparecimento de compositor americano no Vale do Paraíba

A Polícia Civil de São José dos Campos e uma equipe do FBI, polícia federal dos Estados Unidos, investigam juntas o desaparecimento do compositor norte-americano Raymond James Mierrill. Ele chegou ao Brasil em um vôo da United Airlines no dia 21 de março para visitar, segundo um documento do Consulado Americano de São Paulo, a amiga Regina Filomena Krasovich Rachid, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. A intenção era passar o aniversário de 56 anos, em 27 de março, no Brasil e voltar aos Estados Unidos no dia 4 de abril. Os dois teriam se conhecido pela internet e este seria o terceiro encontro desde novembro do ano passado. Como ele não retornou, a família comunicou o desaparecimento ao FBI, que deu início às investigações. De acordo com a delegada da Polícia Civil de São José dos Campos, Ana Paula Monteiro de Barros, que colabora com o FBI, a falta de vestígios sobre Raymond tem dificultado as investigações. "Não há nenhum celular que ele tenha usado, nem hotel onde tenha ficado. Desta vez ele não ficaria em um hotel", disse Barros. Para ela, até agora não há crime caracterizado e sim um desaparecimento. "Não se pode descartar nada e estamos aguardando o resultado de outras diligências para avançar nas investigações", informou a delegada. Latrocínio, homicídio ou estelionatoRaymond pode ter sido vítima de latrocínio, homicídio ou de uma quadrilha de estelionatários. "O que se sabe é que houve vários saques de sua conta corrente até acabar com todo dinheiro. Mas quem garante que não é ele mesmo que fez estes saques?", questiona a policial. No período de abril a maio foram sacados da conta corrente do CityBank US$50 mil, até que o próprio banco enviou um aviso ao endereço de Raymond, na Califórnia, informando que o saldo estava negativo.A Polícia Civil está pedindo para a família do desaparecido documentos como raio x da arcada dentária, entre outros, para fazer comparações em caso de encontro de algum cadáver na cidade. "É um caso bastante complexo porque não há história para se rastrear". A delegada não informou se a amiga de Raymond é suspeita ou testemunha. Procurada pelo Estado, Regina Rachid não quis comentar o assunto e desligou o telefone.

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