Polícia Civil encerra greve e Ceará já tem sombra de nova paralisação

Governo fez acordo com manifestantes na quarta; peritos de óbito prometem parar na terça-feira

Carmen Pompeu, especial para O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2012 | 18h36

FORTALEZA - Depois dos professores, militares e bombeiros, o governo cearense fechou acordo com mais uma categoria: a dos policiais civis. Mas o governador Cid Gomes deve enfrentar pela frente mais uma paralisação. Desta vez, são os peritos do Sistema de Verificação de Óbito (SVO) que ameaçam parar a partir da próxima terça-feira, reivindicando melhores salários e condições de trabalho.

Com os policiais civis, foi fechado um acordo durante reunião na noite de quarta-feira. Segundo o sindicato da categoria, ficou acertado que nenhum processo administrativo será instaurado contra os que aderiram ao movimento grevista desde julho de 2011, e os 199 que tiveram seus vencimentos descontados irão ter que trabalhar em horário extra para reposição das faltas.

Com o fim da greve dos policiais, a Força Nacional de Segurança, que estava atuando no Estado desde o final de dezembro, aguarda ordens da presidente Dilma Rousseff para encerrar a Operação Ceará.

Apesar dos policiais civis terem prometido retomar o trabalho nesta quinta-feira, o atendimento nas delegacias ainda era precário. A procura por registros de boletim de ocorrência foi grande. E nem todos os escrivães haviam retornado.

Melhorias. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpoci), a categoria conseguiu um reajuste salarial de 17% do atual salário e mais 7% do reajuste anual do servidor público relativo a janeiro.

Ainda de acordo com o Sinpoci, outra reivindicação atendida foi o envio de um projeto de lei à Assembleia Legislativa para os cargos de inspetor, escrivão, operador de telecomunicações e técnico de comunicações Policiais, retroativa a 1º de janeiro de 2012, aplicada aos aposentados e pensionistas que tenham o direito constitucionalmente assegurado.

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