Fabio Motta/AE
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Polícia Civil prende 11 e apreende 3 toneladas de maconha na Rocinha

Investigações iniciadas há 6 meses descobriram esquema de lavagam de dinheiro ligado ao tráfico

Tiago Rogero, Estadão.com.br

19 Abril 2011 | 08h17

RIO - Um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas levou à prisão de 11 pessoas e apreensão de cerca de três toneladas de maconha na Favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul do Rio. Segundo a Polícia Civil, as investigações, que tiveram início há seis meses, apontaram a utilização de pelo menos cinco empresas e "laranjas" no esquema. Os 22 mandados de prisão expedidos buscavam parentes e pessoas ligadas ao líder do tráfico de drogas na Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, que continua foragido.

 

Entre os presos, segundo o delegado Rafael Willis, da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (Polinter), está um assistente do principal braço-direito de Nem na Favela da Rocinha. "Há também um taxista que, por transitar facilmente pela cidade, fazia uma 'ponte' entre favelas dominadas pela mesma facção, levando traficantes ou armamento", disse.

 

Para não comprometer o restante da operação, o delegado não quis revelar quem eram os presos e a relação de cada um com o líder do tráfico. "Com tudo que foi apreendido, calculamos um prejuízo de cerca de R$ 3 milhões para a quadrilha, que com certeza saiu enfraquecida."

 

Dentro da comunidade, os 200 policiais descobriram duas centrais clandestinas de TV a cabo, um depósito de eletrodomésticos roubados e uma fábrica de mídas falsificadas. Esta última, segundo o delegado de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial, Alessandro Thiers, altamente organizada. "Mais de 1.700 CD's e DVD's piratas foram apreendidos no local, que contava com 36 gravadoras fazendo o trabalho e até câmeras de vigilância", disse.

 

Outro alvo da operação, o líder comunitário do bairro Barcelos, na Rocinha, Vandelan Barros de Oliveira, o Feijão, também não foi detido. A chefe da Polícia Civil do Rio, Martha Rocha, no entanto, considerou a operação um sucesso. "Tivemos uma ação cirúrgica, pontual, sem troca de tiros ou prejuízos para a comunidade", disse. Ela negou a possibilidade, levantada por moradores, de que a operação tenha vazado.

 

Texto atualizado às 17h20.

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