Polícia Civil vê crime comum no roubo de Mauá

A Polícia Civil acredita que o grupo que assaltou o comitê eleitoral do candidato a deputado federal Hélcio Silva (PT), na cidade de Mauá (Grande São Paulo), não estava em busca de documentos do partido. "Ao que tudo indica o bando queria mesmo era dinheiro", observou o delegado Emílio Pescarmona, chefe da Seccional de Polícia de Santo André, com jurisdição em Mauá.

, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2010 | 00h00

Para Pescarmona, o caso "tem característica de crime comum, mas todas as hipóteses serão rigorosamente investigadas".

O ataque ocorreu quinta-feira. Seis homens armados, usando coletes parecidos com os da Polícia Federal, invadiram o escritório político, na rua da Matriz, e levaram celulares e armas dos vigilantes. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) acusou o PT de forjar a ocorrência. "Foi um roubo simulado. Desapareceram com as fichas de filiação para esconder quem as abonou", disse o tucano, em alusão ao contador Antonio Carlos Atella Ferreira, que foi filiado ao PT de Mauá por seis anos. Atella é o pivô da quebra de sigilo fiscal da filha do candidato à Presidência, José Serra.

Rafael Marques, vice presidente da legenda no Estado, rechaçou a versão de roubo de arquivos do PT. "Documentos de filiados são públicos, estão disponíveis na Justiça Eleitoral."

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