Polícia combate quadrilha que fraudava exploração de serviço de táxi em Niterói

Funcionários dos departamentos de trânsito e transportes da cidade são suspeitos de participação

Tiago Rogero, estadão.com.br

18 Agosto 2011 | 09h43

RIO - Policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) realizam desde o fim da madrugada desta quinta-feira, 18, operação para combater uma máfia que fraudava a exploração do serviço de táxi em Niterói, na região metropolitana do Rio. Os criminosos, segundo a Secretaria de Segurança (Seseg), contavam com o apoio de funcionários dos departamentos de trânsito e transportes do governo municipal.

 

A ação tem o objetivo de cumprir 14 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. A operação também é comandada pela subsecretaria de Inteligência da Seseg, e conta com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecco), do Ministério Público do Estado (MP-RJ).

 

De acordo com a Seseg, a quadrilha fraudava os documentos e realizava ilegalmente a transferência de autonomias de táxi em Niterói. Cada uma podia ser vendida por R$ 40 mil ou mais, "caracterizando assim uma atividade criminosa extremamente lucrativa para a máfia", informou.

 

A investigação, segundo a Seseg, ganhou força após o assassinato do subsecretário de Transportes de Niterói, Adhemar José Mello Reis, executado com quatro tiros em Icaraí, em Niterói, em janeiro deste ano. "O subsecretário assassinado apurava, no exercício de suas atribuições, dentre outras irregularidades, transferências fraudulentas de autonomias de táxis".

 

Os investigadores descobriram também a existência de táxis piratas trafegando pelo município. Os envolvidos serão indiciados pelos crimes de estelionato, falsificação de documento público, uso de documento falso e formação de quadrilha.

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