Polícia começará a ouvir depoimentos sobre tragédia no show do RBD

A polícia começará a ouvir nesta segunda-feira os depoimentos das vítimas e testemunhas do tumulto que deixou três mortos e 41 feridos em um show da banda mexicana RBD. O objetivo do inquérito policial é apurar se houve homicídio culposo (quando não há intenção de matar), por negligência dos organizadores do evento. "Primeiro vamos ouvir as vítimas e testemunhas e, só depois, ouviremos os patrocinadores e quem inventou de fazer a manhã de autógrafo naquele lugar", afirmou o delegado Reinaldo Correa, titular da Delegacia Seccional de Santo Amaro. Choque A família da comerciante Cláudia Cristina Oliveira Souza, de 38 anos, uma das três vítimas do incidente estava em estado de choque hoje, durante o enterro, no cemitério Dom Bosco, em Perus, zona norte da capital. Cláudia morreu de parada cardiorrespiratória depois de ter sido pisoteada. Os familiares tentam entender o que realmente aconteceu. Sabem apenas que Cláudia levou a filha de 8 anos ao evento e, quando começou a aglomeração, levantou a garota, passou-a por cima de uma grade e pediu que ela ficasse ali, quietinha, até que ela voltasse. Mais de uma hora depois, a menina telefonou para o pai, pois mãe não havia voltado, sem saber que ela já estava morta. Segundo um cunhado, Cláudia gostava de passear com os filhos, a garota de 8 anos e um adolescente de 15, e de levá-los a shows musicais. Também foram enterrados neste sábado os corpos de Jennifer Chaves, de 11 anos, e Fernanda Silva Pessoa, de 13, as outras duas vítimas fatais do incidente.

Agencia Estado,

05 Fevereiro 2006 | 18h59

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