Polícia compra robôs para remover bombas

O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar, adquiriu R$ 1 milhão em equipamentos para remoção e proteção contra artefatos explosivos. Uma das principais aquisições é um robô que substitui os homens na remoção de bombas.O aparelho, com câmeras, luz e braço mecânico, pode subir escadas, fazer análise do perímetro, remover ou neutralizar explosivos. Com isso, a possibilidade de um homem ser morto ou se ferir é praticamente nula.Além disso, o Gate, comando de elite ligado ao 3º Batalhão de Choque da PM, também recebeu uma roupa antifragmentação, especialmente desenvolvida para suportar o impacto de explosivos com carga de até 1,2 quilos."Com a chegada desse equipamento, nos tornamos o melhor esquadrão antibomba do País", acredita o capitão Lucca, comandante do Gate. Em 14 anos de existência, o grupo nunca teve um componente morto ou ferido em ação tática.Além do robô e da roupa, o Gate também recebeu detector de carta-bomba, um canhão disruptor - equipamento também utilizado para desmantelar cargas explosivas -, um kit de remoção de explosivos, aparelhos ópticos, rádios de comunicação, equipamentos de proteção individual, um aparelho de raio X para detectar imagens e uma maleta de negociação, com microcâmera e vídeo.Segundo o capitão Lucca, no Brasil os atentados à bomba são, em sua maioria, cometidos por criminosos ou vândalos, não existindo, como em outros países, a motivação política ou pessoal. "Quem nos deu trabalho foi o PCC (Primeiro Comando da Capital), que não tinha objetivo patrimonial em seus ataques, queria apenas atingir a sociedade."

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