WILTON JUNIOR / ESTADÃO
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Polícia conduz filho de Flordelis e apreende bens em locais relacionados à deputada

As buscas e apreensões foram feitas na casa do chefe de gabinete da deputada, em Niterói, no gabinete funcional de Flordelis, no Rio, e na igreja Ministério Flordelis, no município de São Gonçalo

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2019 | 16h35

RIO - Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, no Rio, conduziram um dos filhos do pastor Anderson do Carmo e da deputada federal Flordelis (PSD-RJ) à Polícia Civil neste sábado, 30. Também foram feitas buscas e apreensões em locais relacionados à parlamentar. A polícia investiga o assassinato do pastor, ocorrido em junho. 

As buscas e apreensões foram feitas na casa do chefe de gabinete da deputada, em Niterói, no gabinete funcional de Flordelis, no Rio, e na igreja Ministério Flordelis, no município de São Gonçalo.  Os nomes do filho e do chefe de gabinete não foram revelados pela polícia.

Flordelis e Anderson foram casados por mais de 20 anos, período em que criaram 55 filhos, dos quais 51 são adotivos. Alguns dos filhos são investigados como possíveis envolvidos no crime.

O pastor Anderson do Carmo foi morto a tiros na madrugada de 16 de junho em Niterói, região metropolitana do Rio. O crime ocorreu quando ele e Flordelis voltavam de uma confraternização. Segundo a deputada contou à polícia, depois que chegaram em casa, o marido voltou à garagem porque teria esquecido algo dentro do carro. Nesse momento, a família ouviu o som dos disparos e desceu correndo. Souza chegou a ser levado ao Hospital Niterói D'Or, onde morreu. Nada foi roubado.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) revelou que o corpo do pastor apresentava mais de 30 perfurações – nove na região da virilha e da coxa, oito no peito e um, provocado por tiro a curta distância, na cabeça – o que, segundo a polícia, indica que o criminoso atirou apenas com a intenção de matar.

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