Polícia consegue reaver bens de turista roubado

Em férias no Rio, o suíço Jan-Olov Hedlund, de 40 anos, passou nesta quarta-feira por duas experiências: a primeira muito comum, a segunda nem tanto. Como acontece diariamente a muitos turistas, o suíço foi roubado nas areias da praia de Copacabana. Perdeu a mochila, um relógio Rolex, máquina fotográfica, dinheiro e a chave do cofre do hotel.Horas depois, já conformado, teve uma surpresa. O gerente do Majestic Palace, Mozart Nepomuceno, recebeu um telefonema da Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista (Deat): os ladrões estavam presos, e os pertences de Hedlund o esperavam na unidade. O gerente ficou exultante, mas curioso. Afinal, nada na mochila identificava seu dono ou o local onde ele estava hospedado.Sua admiração se tornou maior quando ele soube que um inspetor da Deat passara duas horas ligando para todos os hotéis de Copacabana até encontrar o proprietário do material roubado. ?Tenho 15 anos de profissão e nunca vi nada igual. Estou impressionado com a história?, afirmou o gerente.Nepomuceno não fez por menos: enviou fax ao chefe de Polícia Civil, Zaqueu Teixeira, e ao comando do Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (BPTur), elogiando a atuação da Deat e dos policiais militares que detiveram os ladrões no calçadão de Copacabana.?Até agora, nem o hóspede entendeu como isso aconteceu.? Feliz com o desfecho do caso, a delegada titular da Deat, Elizabeth Caires, ressaltou que o procedimento é padrão. O objetivo principal dos policiais ao procurar a vítima do furto era manter os ladrões presos em flagrante.Se Hedlund não registrasse o caso na delegacia, Israel Januário Lugão, de 37 anos, e Alexandre da Silva Félix, de 25, seriam liberados. Ambos já têm passagem pela polícia. ?Fico muito feliz. As pessoas cobram muito, mas quase nunca admitem que a polícia agiu bem?, disse a delegada.Ela disse como a dupla de assaltantes agia: Félix furtava objetos na areia da praia e os passava para Lugão, que, bem-vestido, fingia estar caminhando no calçadão. A prisão, efetuada por homens do BPTur, ocorreu exatamente quando a mochila trocava de mãos. ?Ele (Lugão) parecia uma pessoa acima de qualquer suspeita?, afirmou Elizabeth.

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