Polícia da capital ajuda a investigar morte de casal e filhas em Americana

O secretário de Estado da Segurança, Ronaldo Marzagão, disponibilizou à Polícia Civil de Americana (a 128 quilômetros de São Paulo) todos os recursos da polícia do Estado para a investigação do que ele considerou um dos crimes mais impressionantes de sua gestão: a morte do casal Ana Paula e Douglas Tempesta com 16 tiros, e de suas filhas, de 8 anos e 1 ano e oito meses, com sinais de estrangulamento. Marzagão assumiu a secretaria em janeiro de 2007. O casal Tempesta foi morto no escritório da família, no Jardim Santana, na noite de quarta-feira. As filhas estariam com o casal e teriam sido levadas pelos assassinos. Os corpos das duas crianças foram encontrados à margem da Rodovia Hélio Stefin (SP-75), conhecida como Rodovia do Açúcar, na altura da cidade vizinha de Elias Fausto (136 quilômetros de São Paulo), na manhã de quinta-feira."Quero lamentar e dizer que, da minha sensibilidade como secretário, nesses dois anos, talvez esse tenha sido o crime que mais tenha me impactado, pelas circunstâncias de execução", disse Marzagão. Desde quinta-feira, uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da capital paulista, trabalha em conjunto com a polícia de Americana. De acordo com o delegado seccional de Americana, João José Dutra, a principal linha de investigação é a de que o crime tenha sido motivado por vingança ou cobrança de dívidas. Contra Tempesta há ao menos dois inquéritos policiais, pelo suposto crime de estelionato. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, há outros dez processos cíveis em que o empresário é réu. Dutra disse ontem que uma equipe de investigadores recebeu informações sobre três suspeitos em um carro que teriam parado para abastecer na rodovia em que foram encontrados os corpos das crianças. "Mas ainda é tudo prematuro", afirmou.

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