Polícia Judiciária de Cabo Verde
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Cinco brasileiros são presos com 2,2 toneladas de cocaína em Cabo Verde

Flagrante por tráfico de drogas foi realizado em parceria entre autoridades locais e a Polícia Federal brasileira; Em fevereiro, três velejadores do Brasil foram libertados alegando que haviam sido incriminados injustamente

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2019 | 00h06

SÃO PAULO - A Polícia Judiciária de Cabo Verde, arquipélago localizado na costa oeste da África, prendeu cinco brasileiros e apreendeu 2,2 toneladas de cocaína que estava em uma embarcação que seria de propriedade do grupo. A corporação disse ter contado com a cooperação da Polícia Federal brasileira para realizar o flagrante contra os suspeitos, que serão apresentado à Justiça local para validação das detenções e análise do caso.

Segundo a Polícia Judiciária, uma operação em parceria com a Guarda Costeira localizou a embarcação Perpétuo Socorro de Abaeté II neste sábado, 3. Foto divulgada pelo órgão mostra dezenas de blocos de cocaína envoltos em plásticos e sacolas. A ação contou também com o apoio do Centro de Operações e Análises Marítimas, com sede em Lisboa. A polícia local não forneceu informações relativas à identificação dos brasileiros nem disse como a droga estava escondida na embarcação. 

Três velejadores foram soltos de prisão em fevereiro; barco tinha 1 tonelada de cocaína

Em fevereiro deste ano, três velejadores brasileiros deixaram a cadeia em Cabo Verde após 16 meses de detenção sob acusação de tráfico de drogas. Eles haviam sido condenados a 10 anos de prisão por tráfico internacional de drogas, sentença que acabou sendo anulada pela Justiça.

Daniel Felipe da Silva Guerra, Rodrigo Lima Dantas e Daniel Ribeiro Dantas foram detidos em agosto de 2017. Eles se dirigiam ao arquipélago de Açores quando foram abordados pela polícia de Cabo Verde, que encontrou mais de uma tonelada de cocaína na embarcação. Os velejadores alegaram terem sido incriminados injustamente. A juíza do caso entendeu que houve desrespeito ao direito de defesa.

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