Polícia de Camaçari-BA descarta crime premeditado em assassinato de delegado

Acusados fizeram reconstituição do crime; homem foi morto enquanto dava entrevista, de dentro de seu carro, pelo telefone celular, à uma rádio

Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo

08 de junho de 2010 | 19h47

SALVADOR - Os três acusados pelo assassinato do delegado Clayton Leão, ocorrido no dia 26, na Estrada das Cascalheiras, em Camaçari (BA), região metropolitana de Salvador, participaram, na tarde desta terça-feira, 6, da reconstituição do crime. O procedimento havia sido requisitado pelo Ministério Público, para que fossem esclarecidas dúvidas técnicas sobre o crime.

 

Leão foi morto enquanto dava uma entrevista, de dentro de seu carro, pelo telefone celular, à rádio Líder FM. Toda a ação, da abordagem dos criminosos aos tiros e gritos da mulher do delegado, Simone de Oliveira, pedindo socorro foi transmitida ao vivo.

 

Segundo os acusados, Reinaldo Valença, Edson Cordeiro e Magno de Menezes, que confessaram o crime e estão detidos, eles planejavam assaltar os ocupantes do veículo, que estava parado na via, e não sabiam que se tratava do titular da 18ª Delegacia. Valença contou que atirou duas vezes por ter visto uma pistola sob a perna de Leão.

 

Segundo o delegado Firmino Domingos, a reconstituição fortalece a versão. "A hipótese de ter havido crime de mando ou de vingança está descartada pela investigação", afirma. Autor dos disparos, Valença deve responder por homicídio, e, junto com os outros dois, por roubo, posse de arma e formação de quadrilha.

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