Polícia de Pernambuco não culpa ninguém por prédio que ruiu

Mais de um ano após o desabamento do edifício Areia Branca, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife, no qual morreram quatro pessoas, a Polícia Civil de Pernambuco chegou à conclusão de quem ninguém será responsabilizado. Segundo o delegado José Durval Lins, "não há como indiciar ninguém" porque, de acordo com as investigações, nenhum engenheiro poderia prever o desabamento. Portanto, o único que poderia ser indiciado seria o próprio construtor, já morto. No dia 13 de outubro de 2004 os moradores do Areia Branca ouviram um grande estalo e viram rachaduras em pilares e na caixa d´água. Assustados, decidiram, por conta própria, desocupar o local. Doze horas depois o prédio desmoronou. Morreram o porteiro Antônio Félix e o soldado Alcebíades, que estavam no local para garantir a segurança dos pertences dos moradores, o pedreiro Ivanildo Martins dos Santos e o servente Cícero Silva, ambos funcionários da empresa Jatobenton. A empresa havia sido contratada pelo condomínio para executar as obras de recuperação. Seguro Havia uma expectativa, por parte dos moradores, de que o inquérito policial pudesse ser utilizado como prova a ser anexada ao processo que corre na Justiça contra a seguradora Vera Cruz, que se nega a pagar o seguro, que beneficiaria cada família com R$ 125 mil.

Agencia Estado,

09 Fevereiro 2006 | 18h57

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