Polícia de Ribeirão diz estar preparada para revidar ataques

O diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior de São Paulo (Deinter-3), da região de Ribeirão Preto, Anivaldo Registro, disse que os policiais e agentes sob o seu comando estão preparados para reagir contra os bandidos de facções criminosas caso sejam atacados. "Quem vier para matar, vai morrer", afirmou ele.Para ele, a linguagem com os bandidos tem que ser dura, pois é a que entendem. "A própria lei nos propicia a legítima defesa e temos que firmar uma posição para que os nossos comandados sintam segurança, pois para enfrentar esse tipo de gente (bandidos) não se pode brincar", explicou Registro, lembrando que a sua região está tranqüila, pois o número de 19 homicídios em 93 cidades, em junho, é considerado normal.O delegado do Deinter destacou que o policial não pode ficar apreensivo, não pode se acovardar. "Se não, seria melhor mudar de profissão", disse ele, informando que as polícias Civil e Militar estão atuando de forma sincronizada na região. "As polícias nunca estiveram tão unidas quanto agora." Registro acredita, ainda, que os carcereiros, que poderiam ser aliciados ou ameaçados, estão menos sujeitos a facilitar as entradas de telefones celulares nas cadeias. "Eles estão percebendo que até a vida deles está em risco", explicou Registro. Para ele, a população também está se sentindo mais segura e começa a voltar a acreditar na polícia. "Vamos agir na legalidade, com defesa própria, do Estado e da população."O delegado seccional de Ribeirão Preto, Benedito Antônio Valencise, disse que a polícia não será frouxa ou fraca, mas atuará com rigor. "Quem invade uma delegacia atirando, tem que receber tiros também, até para se salvar outras vidas", comentou ele, corroborando com Registro, o seu superior. "A polícia está atenta." Segundo Valencise, a morte de um policial ambiental, ocorrida em maio, foi esclarecida: cinco envolvidos estão ligados ao PCC. A morte de um bombeiro de Serrana também foi esclarecida e teve envolvimento de pessoas ligadas à facção criminosa, assim como a morte de um agente penitenciário (neste caso, ainda falta identificar o autor). Falta também descobrir a autoria pela morte de um ex-PM. Recentemente, houve apreensão de quase 2 toneladas de maconha (já incineradas), que seriam do PCC.

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