Polícia de SC tem 30 dias para esclarecer morte de jovem

O comando da Polícia Civil do Estado de Santa Catarina tem 30 dias para esclarecer o que realmente aconteceu na madrugada do último sábado na principal avenida da Lagoa da Conceição, uma das regiões mais freqüentadas pelos jovens de Florianópolis.Ao lado de quatro colegas, que estavam num Celta, Jonas Tupinambá Prates, de 19 anos, que trabalhava como lavador de carros, foi baleado na cabeça por um tiro disparado por um dos investigadores do 10º Distrito Policial. Eles faziam uma blitz próximo à sede da Sociedade Amigos da Lagoa.Segundo os colegas de Jonas, que morreu no Hospital Universitário, para onde foi levado pelos policiais, o grupo passou ao lado da blitz e foi surpreendido por um tiro vindo de um dos investigadores. A bala atingiu a cabeça do rapaz. Os policiais contam outra versão: a de que o carro foi parado e teve início uma revista, durante a qual um dos ocupantes do Celta foi flagrado com droga. Jonas, que estava no banco de trás, teria, segundo o policial que atirou, tentado desarmá-lo, o que causou um disparo acidental. Os rapazes saíam para jogar sinuca após um dia de trabalho.O policial autor do disparo trabalha há 15 anos na Polícia Civil e não tinha maus antecedentes. Ele não teve o nome revelado, mas foi afastado, após o suposto incidente, para tratamento psicológico. A arma do policial, uma pistola calibre 40, foi apreendida para a perícia. Naquele sábado, o rapaz participaria de uma festa de aniversário de 44 anos de sua mãe, Maria Angélica das Chagas. "Eu não vou trazer a vida do meu filho de volta, mas quero Justiça", disse a mãe do rapaz.

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