Polícia de SP estoura centrais telefônicas clandestinas

Uma denúncia anônima levou agentes do 46º Distrito Policial de Perus a desmantelar uma rede composta por quatro centrais telefônicas clandestinas, em São Paulo. Quatro mulheres foram detidas acusadas de operar as centrais, que faziam ligações para presídios do Estado. A denúncia indicou o endereço de Michele de Oliveira Medeiros, de 20 anos, na Rua Dominicana, em Perus, na zona Oeste de São Paulo. Ela seria mulher de um bandido preso no Cadeião de Pinheiros.Quando a polícia chegou ao local, encontrou apenas a mãe da acusada, que confirmou a existência de duas linhas telefônicas na casa e que as mesmas eram usadas para transferir ligações entre presídios. Ela apontou ainda o endereço da cúmplice da filha, Taís Aparecida da Silva, de 24 anos, em Pirituba, na zona Oeste da capital, onde foram encontradas outras três linhas clandestinas instaladas.Quando interrogada, Taís contou a localização da amiga Michele e informou à polícia que as linhas eram conseguidas clandestinamente através de Graciele Batista Lemos, de 22 anos, funcionária da empresa Criativa, prestadora de serviços para a Telefônica.Ela alegou que as cinco linhas não eram usadas para transferências de ligações e, sim, para conversar gratuitamente em serviços de "chat". As investigações policiais ainda levaram a Cínthia Garcia, de 28 anos. Na casa da acusada, também em Pirituba, foram encontradas outras linhas clandestinas instaladas, aparelhos telefônicos com idenficadores de chamadas e contas telefônicas. O caso foi registrado no 46º Distrito Policial.

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