Polícia de SP investigará morte de prefeito de Campinas

Uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo começou hoje a investigar a morte do prefeito de Campinas Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, no dia 10 de setembro. Dois investigadores, um delegado e um perito irão auxiliar os policiais de Campinas no caso. O apoio foi solicitado pelo Ministério Público pela prefeita Izalene Tiene (PT) e pela Câmara de Campinas.No sábado, o secretário estadual de Segurança Pública, Marco Vinicio Pettreluzzi, cedeu às pressões e divulgou que o DHPP entraria no caso. A equipe é coordenada pelo delegado da 1ª Delegacia de Homicídios de São Paulo, Luís Fernando Teixeira Lopes. Segundo Pettreluzzi, eles trabalharão com o delegado seccional de Campinas Osmar Porcelli e com o presidente do inquérito, o delegado de homicídios da cidade José Roberto Micherino de Andrade. A equipe chegou a Campinas hoje e logo em seguida partiu em diligências, acompanhando policiais da cidade.Porcelli e Andrade se reuniram com promotores do Ministério Público para discutir os cinco volumes do inquérito policial sobre a morte do prefeito e o pedido da prisão preventiva de três dos quatro suspeitos, Flávio Mendes Claro, Anderson Rogério Davi e Globerson Luiz da Silva. O quarto suspeito, A.S.C., é menor e está sob custódia da Vara da Infância e da Juventude.As prisões temporárias, já prorrogadas por 60 dias, começam a vencer hoje, conforme Porcelli. Ele solicitou ao MP que mantenha os rapazes detidos enquanto as investigações são ampliadas. Os promotores podem acatar o pedido ou decidir pela soltura dos acusados, como querem as advogados de defesa, que alegam falta de provas para que eles permaneçam na prisão.

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