Polícia desarticula rede de tráfico de drogas no Rio

Bando agia na zona norte e também fazia distribuição em áreas de luxo da cidade; sete foram presos

Solange Spigliatti, Central de Notícias

18 de setembro de 2009 | 14h25

A Polícia Civil do Rio desarticulou uma rede de tráfico de drogas no Rio de Janeiro esta semana. Ao todo, sete pessoas foram presas durante operação para cumprir 20 mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão. A quadrilha de traficantes atuava em três favelas do Cordovil, na zona norte carioca, e ainda era responsável pela distribuição de drogas em outros pontos da cidade.

 

A primeira prisão ocorreu no dia 11. Bárbara Alves de Oliveira foi detida quando saia do escritório do seu advogado, na Avenida Rio Branco, centro do Rio. Ela é apontada como um dos braços de Mineiro, traficante da Favela da Cidade Alta.

 

Na quarta-feira, 16, Jeferson da Silva Diogo, conhecido como Jefinho, foi preso enquanto saia de uma igreja evangélica em São João do Meriti, na Baixada Fluminense. Ele é tido como o gerente de tráfico da Favela Cinco Bocas.

 

Neste mesmo dia, Felipe de Castro Tavares, o Careca, foi detido em Jacarepaguá, na zona oeste. Ele é acusado de repassar os entorpecentes adquiridos em Cidade Alta através de um "disque drogas". Os usuários são, principalmente, dos bairros da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá, na zona oeste, e Laranjeiras, na zona sul.

 

Na quinta-feira, 17, foram presos foram presos Sérgio Roberto Valente Taboas, o Coroa; Daniel Ferreira, o Dan; Thor Richard Roca Sondahl, o Gringo; e Sidney da Silva. Todos foram localizados na casa de Coroa, na Rua Marquês de Abranches, Flamengo, zona sul do Rio.

 

Segundo a polícia, Coroa era responsável por levar drogas de São Paulo para o Rio, e distribuir entre os traficantes da Cidade Alta e Jacarezinho. Sidney é considerado o homem de confiança de Coroa e Dan é apontado como o principal contato dos criminosos no Morro do Jacarezinho.

 

A operação foi realizada por agentes da 28.ª Delegacia de Polícia (Brás de Pina). Eles apreenderam drogas, armas de fogo, colete à prova de balas, anotações sobre o tráfico, munições e uma máquina de contar dinheiro.

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