Polícia descarta suicídio na morte de empresário

A polícia descartou a hipótese de suicídio no caso do empresário Antônio Ribeiro Neto,de 55 anos, encontrado morto, no final da manhã desta terça-feira em seu apartamento, no 12º andar do edifício da Rua Arruda Alvim, nº 107, no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.Ele foi executado em seu quarto, com um tiro na cabeça, provavelmente durante a madrugada, mas os vizinhos afirmam não ter ouvido o estampido.Proprietário de uma empresa de bombas hidráulicas, Ribeiro foi visto chegando,sozinho, por volta de 3 horas da madrugada. A perícia não encontrou sinais de arrombamento nas portas externas.O corpo estava de bruços na cama, coberto por lençol, com os pés atadoscom fita crepe. Os punhos também estavam envoltos pelo mesmo tipo de fita, mas a atadura havia arrebentado. Um revólver de calibre 32 foi encontrado ao lado do cadáver, próximo à mão esquerda. Pode ter sido deixado ali para parecer que ele se havia suicidado, mas parentes e amigos confirmaram que ele era destro.O morto, usando camisa e calça sociais, só foi descoberto pouco antes das 12h15, quando Alexandre Werneck Ribeiro, de 25 anos, um dos filhos gêmeos de Antônio, chegou para visitá-lo. O apartamento estava trancado, mas o rapaz tem as chaves. Foi ele quem notificou à polícia o ocorrido.Também não se acredita na possibilidade de que tenha ocorrido um roubo, apesar deos móveis estarem revirados, com as gavetas abertas, e haver muitos papéisespalhados pelo chão. Nada foi levado. Ribeiro era divorciado, há cerca de 10 anos, ealém dos gêmeos tinha uma filha adolescente. Estava namorando uma representante comercial.Segundo familiares e amigos, era bem-sucedido nos negócios e não tinha inimigos. Foi instaurado inquérito de homicídio no 14º DP - Pinheiros, cujo delegado de plantão acionou a equipe H/Sul do DHPP para investigar. Ainda não há suspeitos. A péritos técnicos daquele departamento vasculharam o apartamento em busca de indícios queajudem a esclarecer esse crime.

Agencia Estado,

07 de janeiro de 2003 | 23h57

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