Polícia descobre esquema de tráfico de mulheres para Coréia

Um esquema de "venda" de três brasileiras para o mercado da prostituição na Coréia do Sul foi descoberto pela polícia paulista horas antes do embarque para Seul. Dois coreanos e uma brasileira, que receberiam US$ 2 mil por moça embarcada, foram presos na noite desta quarta-feira. As moças - uma baiana, uma paranaense e uma gaúcha - concordaram em viajar e acreditavam que receberiam US$ 90 por programa num clube de karaokê. No hotel em São Paulo, onde estavam havia cinco dias, elas descobriram que seriam entregues a um grupo de traficantes de mulheres da Coréia. A polícia suspeita de que, no mesmo esquema, o grupo tenha levado mais de 20 moças do Brasil para a Coréia nos últimos oito meses. Sem dinheiro, e passaporte em poder dos coreanos, elas não podem voltar ao Brasil. "Nos prometeram que iríamos nos apresentar num karaokê e sair com os freqüentadores só se quiséssemos. O contrato de trabalho seria de seis meses", disse T.S.M., de 20 anos, de Foz do Iguaçu. Mas, ao saber que ela e as outras moças, E.D.M., gaúcha, de 23 anos, e I.R.S., de 19, baiana de Jequié, iriam permanecer em Seul, não haveria contrato e os passaportes ficariam em poder dos coreanos, T. telefonou para a mãe, em Foz do Iguaçu, pedindo ajuda. T. forneceu o endereço do hotel onde estava, em São Paulo, e pediu à mãe que avisasse a polícia. "Eu e as outras meninas ficamos apavoradas. Estávamos sendo vendidas e fiquei aliviada quando a polícia chegou", disse a moça.

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