Polícia detém ladrão que assaltava na Santa Ifigênia

A Polícia Militar reconheceu e prendeu, na tarde de quinta-feira, 19, dentro de um bar na Avenida São João, José Wilson de Souza, de 48 anos, um dos batedores de carteira que aparece no flagrante feito na última sexta-feira, dia 13 (veja galeria de imagens). No 3º DP, Souza confessou o furto. Os policiais o reconheceram ao ver as fotos. Porém, como não houve flagrante nem reconhecimento de vítimas, a polícia cumpriu a lei e o liberou. A quadrilha de batedores de carteira agia livremente durante o dia no Viaduto Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, furtando pedestres desavisados. Eles aproveitam os intervalos da ronda policial para circular à procura das vítimas e usam várias técnicas, uma delas inusitada: no momento da abordagem, atiram papel picado no chão para confundir os alvos. Segundo comerciantes, os PMs são coniventes com os ladrões. O JT acompanhou na quinta e na sexta-feira da semana passada a ação dos bandidos. E constatou que não é difícil identificá-los, apesar da tentativa de se misturarem no meio da multidão e de alguns integrantes da quadrilha trocarem de roupa periodicamente. Eles agem o tempo inteiro à procura de vítimas e realizam várias abordagens: a maioria é abortada na última hora. Mas, quando decidem ir até o fim, o resultado quase sempre é o roubo de uma carteira ou telefone celular. Os ladrões se comunicam por gestos e pelo olhar. Quando descobrem uma vítima em potencial - geralmente uma pessoa idosa ou alguém desatento - se aproximam por trás até fechá-la num círculo: um deles dá um passo adiante e fazem a pessoa tropeçar. Outro vem de lado e a empurra; um terceiro aproveita a distração e toma a carteira ou o celular. Quando vai olhar para trás, a pessoa não consegue identificar o autor do crime. Os bandidos também agem em dupla. Na quinta, o delegado titular do 3º DP, José Pereira Lopes Neto, disse que Souza já foi preso por roubo. Ele foi indiciado. Agora, a polícia vai chamar as vítimas que registraram boletins de ocorrência para possível reconhecimento.Segundo três comerciantes da região que não quiseram se identificar, os PMs sabem quem são os criminosos. ?Já vi eles conversarem entre si?, disse um deles. ?Não fazem nada porque não querem.? A PM informou que vai investigar a conivência dos policiais. Se ficar comprovada, eles serão expulsos.

Agencia Estado,

20 Abril 2007 | 10h10

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