Polícia deve estender prazo de inquérito da Estácio

O chefe de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, admitiu nesta terça-feira que pode pedir a renovação do prazo para a conclusão do inquérito sobre o tiro que atingiu a estudante de Enfermagem Luciana Gonçalves de Novaes, de 19 anos, em 5 de maio, na Universidade Estácio de Sá.A polícia ainda não conseguiu identificar o autor do disparo nem o responsável pela adulteração das imagens das câmeras de vigilância do câmpus que foram entregues às autoridades. O prazo inicial, de 30 dias, se esgota em 6 de junho e pode ser estendido por mais um mês.Segundo Lins, o perito Ricardo Molina, da Unicamp, que tenta recuperar imagens das câmeras da universidade, deve concluir o trabalho em 30 dias no máximo. A perícia nas armas de policiais militares, ainda de acordo com o delegado, não foi conclusiva.Três pessoas já foram indiciadas: o policial civil Marco Ripper, por prevaricação; Carlos Luiz Ferreira Duarte, gerente de tecnologia da TeleSegurança, empresa responsável pelas câmeras; e Marcelo Mariano, gerente administrativo do campus da Estácio, que, segundo Duarte, teria pedido que as imagens fossem pioradas. Os dois últimos são acusados de terem cometido fraude processual.

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