Polícia deve pedir prisão de suspeitos no seqüestro de chinesa

Delegado passou o dia tentando melhorar imagens da CET que mostram os quatro seqüestradores de Ye Goue

Fabiana Cimieri, Agência Estado

23 de julho de 2008 | 19h42

O delegado da 16ª Delegacia de Polícia, Rafael Willis, que investiga o desaparecimento da chinesa Ye Goue, pode pedir nesta quarta-feira, 23, a prisão preventiva de três dos quatro supostos policiais civis que a teriam seqüestrado, na quinta-feira passada, na saída do shopping Dowtown, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.   Willis passou a tarde de quarta-feira, 23, numa produtora de vídeo, tentando melhorar as imagens da Companhia Estadual de Trânsito (CET-Rio)que mostram quando uma Palio Weekend igual à utilizada pela Polícia Civil durante os Jogos Pan-Americanos abordou o táxi que levava Ye Goue para casa.   A família já contou três versões para o sumiço. Inicialmente o marido da chinesa, Chein Chein Huo, em depoimento à polícia, contou que ela teria ido a uma casa de câmbio trocar R$ 220 mil por dólares. Questionado pelo delegado, manteve a versão do dinheiro,mas afirmou não saber explicar sua origem. Chein trabalha numa pastelaria, e Ye vende roupa de porta em porta - logo, não teriam condições de ter os recursos.   O advogado da família, Danilo Santos, contou então uma terceira versão. Segundo ele, a chinesa teria ido ao shopping atender a uma cliente, e não trocou dinheiro. "Não sabemos onde Ye foi porque o caderno com o nome das clientes ficou com ela, mas a polícia foi em todas as casas de câmbio do shopping, e a única em que ela entrou foi para tomar um copo d'água".   Chein fez um apelo para que a polícia se empenhe em encontrar sua mulher. Ele contou ter mentido inicialmente para que a polícia desse mais atenção à investigação. Um cônsul chinês acompanhou Chein e o advogado na visita à delegacia. No domingo, deve haver um protesto da comunidade chinesa na Saara, no centro do Rio.   "Acreditamos que ela tenha sido seqüestrada e esteja viva, talvez seja um caso de extorsão. Não sei mais o que dizer para os meus filhos, que há uma semana choram perguntando pela mãe", disse Chein. "Sobre dinheiro eu não sei, mas se a polícia encontrá-la , ela poderá explicar o que aconteceu".

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