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Polícia divulga retrato falado de assassino de jornalista maranhense

Décio Sá, de 42 anos, foi morto com cinco tiros em um bar da Avenida Litorânea, em São Luís

Ernesto Batista - Agência Estado,

31 de maio de 2012 | 18h50

SÃO LUÍS - A Polícia Civil do Maranhão divulgou no final da tarde desta quinta-feira, 31, o retrato falado do executor do jornalista Décio Sá, assassinado com cinco tiros de pistola .40, calibre exclusivo das forças policiais, há 38 dias em um bar na Avenida Litorânea, em São Luís.

O homem foi descrito como tendo cerca de 28 anos, de aparência indígena, cútis parda escuro, com cabelos lisos, olhos escuros por testemunhas que viram o assassino fugir por uma duna localizado próximo ao local onde Sá foi executado com cinco tiros. As testemunhas também informaram que o suspeito trajava camiseta escura e bermuda jeans quando executou o jornalista.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, disse que o retrato falado já estava pronto "há bastante tempo", mas não havia sido revelado antes porque havia providências que teriam que ser tomadas antes da divulgação.

"Cada crime tem uma dinâmica específica. A polícia já tem esse retrato falado há algum tempo. Nós queríamos garantir a confecção de um retrato mais próximo da realidade. As testemunhas foram ouvidas várias vezes, para que não houvesse divergências", explicou o secretário.

Em nota, a Secretaria de Segurança pública informou que o documento foi confeccionado pela Polícia Federal (PF) juntamente com os peritos do Instituto de Criminalística do Maranhão (Icrim-MA). O retrato já foi encaminhado para todos os centros de inteligência das secretarias de Segurança e das polícias de todo o Brasil.

Hoje, a investigação sobre o crime corre em segredo, por determinação do secretário de Segurança Pública no final de abril. Na época, Mendes alegou que era preciso preservar a integridade do assassino, que irá levar a polícia até o mandante do crime, assim que for capturado. "Quem executou o jornalista Décio Sá é arquivo vivo. O mandante do crime sabe que, quanto mais nos aproximamos do executor, mais perto estaremos dele", afirmou Aluísio Mendes na ocasião.

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