Polícia divulga retrato falado de sequestrador de menina em MT

Principais suspeitos são os pais biológicos, o italiano Pablo Milano e a dominicana Élida Feliz.

Fátima Lessa, O Estado de S. Paulo

02 Maio 2013 | 23h26

CUIABÁ - A Polícia Civil de Mato Grosso divulgou nesta quinta-feira, dia 2, o retrato falado de um dos sequestradores da menina dominicana I.V.F. de oito anos que morava com a família adotiva em Cuiabá. A menina foi sequestrada no dia 26, quando estava em casa, num bairro da região central, em companhia da irmã mais velha. Os principais suspeitos sãos os pais biológicos, o italiano Pablo Milano e a dominicana Élida Feliz.

A produção do retrato falado só foi possível graças a uma testemunha de Matupá. Ainda segundo a polícia, foi deste município, localizado a cerca de 700 km de Cuiabá, o sequestrador pediu um celular emprestado para enviar uma mensagem à família. Para despistar, os acusado teriam feito ameaça e avisaram que iriam pedir, num próximo telefonema, o valor do resgate.

Dizia a mensagem: "Quero resgate. Se comunicar a polícia eu mato a sua veroniquinha (sic)". O delegado da Divisão Antissequestro, de Mato Grosso, Flávio Stringueta, disse que os pais biológicos são traficantes internacionais e perderam a guarda da criança quando a abandonaram num quarto de hotel em Cuiabá. Na época, ela ficou sob a guarda de uma camareira do hotel, que mais tarde conseguiu adotá-la.

Na terça-feira (30), a polícia de Mato Grosso acionou a Interpol. Para evitar que a menina seja levada do Brasil, barreiras foram montadas na fronteira do Brasil com a Bolívia, na cidade de Cáceres. O sequestro foi comunicado a Polícia Rodoviária Federal e Gefron. De acordo com o delegado, o casal foi preso em 2007. Millano deixou a prisão em 2010 e foi expulso do Brasil. Élida estava em liberdade condicional e infringiu a condicional e atualmente é considerada foragida da Justiça brasileira.

Há alguns meses, o pai manteve contato com a mãe adotiva, Tarcilia Gonçalina de Siqueira, e disse que queria a guarda da filha. A mãe biológica também teria prometido levar a menina com a ajuda de bolivianos.  No dia do sequestro, dois homens chegaram à casa onde morava a criança e pediram um copo d'água. Perguntaram quem estava em casa. A irmã mais velha, Daniele Siqueira, disse que estavam só as duas. Um deles pegou a criança pelo cabelos e disse "é ela que nós queremos". Em seguida, fugiu com o colega em um celta branco de quatro portas. 

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