Polícia diz não ter prova que traficante atirou em estudante

O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, admitiu que, apesarde a Secretaria de Segurança Pública ter dado por concluído o caso da estudante baleada na universidade Estácio de Sá há dois meses, não há ?prova objetiva? contra o traficante Elton Santos, o Batata, de 19 anos, gerente do tráfico do Morro do Turano, vizinho à universidade. Ele foi apresentado nesta quarta-feira pela polícia como atirador com base em denúncias anônimas e num exame de balística.?Não há uma prova objetiva, como uma arma encontrada com ele e aconfissão absoluta. Não temos isso por completo, mas todo esseraciocínio conclusivo leva à pessoa dele?, disse Lins. Apolícia considerou o caso concluído depois que um exame de confronto de balística constatou que a bala que feriu a estudante Luciana Gonçalves de Novaes partiu da mesma arma que foi usada para matar o traficante Valério Alves de Oliveira, de 25 anos, antigo integrante da quadrilha de Batata, no dia 7 de junho. Batata foi preso no dia 12 de junho, sob suspeita de ter atirado contra a Estácio. Ele nega o crime.O secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, apresentou o laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e disse queo documento foi fundamental para que Batata fosse incriminado. ?Osdisparos contra Luciana e Valério foram feitos pela mesma pessoa. Com isso, do ponto de vista técnico, a polícia dá o caso Estácio comoesclarecido.? Já o chefe de Polícia Civil afirmou que o caso só será definitivamenteencerrado quando a pistola for encontrada e o laudo da perícia, quetenta identificar os envolvidos no tiroteio no campus por meio dasimagens do circuito interno de TV da Estácio, estiver pronto. Durante oinquérito, a polícia descobriu que as imagens haviam sido adulteradas, o que gerou abertura de nova investigação.

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