Polícia diz que a depressão mudou personalidade da brasileira morta em explosão

Luciana Garcia, de 40 anos, e seus dois filhos morreram na quarta-feira, 22

Jair Rattner - especial para o Estado de S. Paulo,

23 Agosto 2012 | 16h32

LISBOA - Depressão: esta é a avaliação da Polícia Judiciária portuguesa para o caso da brasileira Luciana Garcia, de 40 anos, que matou seus dois filhos na quarta-feira, 22, e incendiou o quarto da casa onde morava. Natural de Cristais Paulistas, Luciana vivia em Castro Marim, 320 quilômetros a sul de Lisboa, próximo da fronteira com a Espanha, junto com seu marido Márcio Gioso, e os dois filhos Leonardo, de 13 anos, e Letícia, de 11.

Segundo a polícia, Luciana teria esperado o marido sair para a clínica - propriedade dos dois em sociedade com uma dentista portuguesa - às 9h30 da manhã. Após o marido ter saído de casa, ela enviou um torpedo dizendo que ia chegar uma hora mais tarde do que previsto na clínica.

Luciana se trancou no quarto de casal com os dois filhos e espalhou gasolina pelos móveis. O vizinho Gabriel Alves, um serralheiro que encontra-se de férias na casa ao lado, disse que ouviu o barulho da explosão. Com o calor, os vidros do quarto que davam para a piscina explodiram.

Segundo amigos e conhecidos do casal, a família vivia bem, era proprietária de uma clínica que estava financeiramente bem e morava num condomínio de luxo. Também não havia sinais de problemas no casamento.

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