Polícia diz que deve solucionar logo morte de promotor

A Polícia Civil de Minas Gerais informou, nesta segunda-feira, que está perto de confirmar o envolvimento do empresário Luciano Farah do Nascimento, um dos donos da rede West de postos de Belo Horizonte, no assassinato do promotor Francisco José Lins do Rego Santos, ocorrido no dia 25 de janeiro, na zona sul da capital mineira. Segundo a polícia, Luciano Farah pode ser apontado como mandante e até mesmo co-autor do crime.Preso temporariamente desde sexta-feira por ordem judicial, junto com o irmão e sócio Cristiano, além de um oficce-boy da rede West e de quatro policiais militares que faziam a segurança da empresa, Luciano é dono de uma motocicleta semelhante à usada pelos criminosos, que dispararam 14 tiros contra o promotor, em um semáforo do bairro Cidade Jardim.?Suado e nervoso?"Suado e nervoso", segundo testemunhas, Luciano deixou a motocicleta em uma oficina relativamente próxima ao local do crime, supostamente para conserto, poucos minutos depois da morte de Lins do Rego.Além disso, segundo o delegado Wagner Pinto, há "fortes indícios" de que um Marea encontrado nesta segunda-feira pelos policiais, com placa falsa, e um capacete no interior - também parecido com um dos utilizados pelos assassinos -, seja do empresário.Rede criminosaLuciano, que vinha sendo investigado pelo promotor morto como suspeito de participação na máfia dos combustíveis - organização criminosa composta de várias redes de bandeira branca que estariam adulterando gasolina e sonegando impostos ao Estado - também foi flagrado pela imprensa, em setembro, discutindo exaltadamente com Lins do Rego.As armas dos quatro PMs presos porque trabalhavam como seguranças particulares da West estão sendo periciadas. A suspeita é de que uma delas tenha sido usada no crime, de acordo com policiais.?Encrencado?O office-boy de Luciano, Geraldo Barreiras, também detido, disse à polícia que há pouco tempo o empresário mandou que ele fizesse levantamentos sobre a vida do promotor assassinado. "Ele está bastante encrencado", disse o delegado de Homicídios Wagner Pinto, que preside inquérito sobre o crime.O empresário prestaria depoimento nesta segunda-feira à tarde no Departamento de Investigações da Polícia Civil, em Belo Horizonte, mas seu advogado, Marcelo Ferreira de Melo, comunicou ao delegado que renunciou ao caso. Sem advogado, o empresário recusou-se a falar.Também nesta segunda, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que comprovou adulteração de combustíveis em cinco postos de Belo Horizonte, por meio de exames feitos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pelo Centro Tecnológico do Estado (Cetec). O primeiro posto a ser interditado, segundo a ANP, é o Expressa Auto Posto Ltda., pertencente à rede West, de Luciano e do irmão Cristiano Farah.

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