Polícia diz que ex-policial planejou a morte de milionário

A polícia do Rio de Janeiro afirmou que já identificou o suspeito de planejar a morte do milionário da Mega Sena, Renné Sena. É o ex-policial Anderson Silva Souza, que seria um dos amantes da viúva de Senna, Adriana Almeida, segundo informações do Jornal Hoje, da TV Globo. A prisão temporária de Souza já foi decretada. Segundo os investigadores, Souza foi expulso da corporação por envolvimento em crimes. A polícia suspeita que além de ter planejado o assassinato de Senna, ele também tenha feito os disparos. Ainda de acordo como Jornal Hoje, uma mulher e outro ex-segurança, que seria informante da polícia, também tiveram a prisão decretada pela justiça. Renné Senna, de 54 anos, ganhou R$ 52 milhões em janeiro de 2005. Na terça-feira, a viúva de Senna, Adriana Almeida, de 29 anos, foi presa e indiciada por envolvimento no assassinato do marido. A prisão temporária, por 30 dias, foi decretada pela juíza Renata Alcântara, da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, com base em escutas telefônicas e quebra do sigilo bancário. A juíza bloqueou contas de Adriana e decretou a prisão de quatro ex-seguranças do casal: um bombeiro, um ex-policial militar e dois PMs da ativa. Na manhã desta quinta-feira, foram presos dois PMs acusados de participação no assassinato. Eles, que foram seguranças de Senna, foram presos quando chegavam para trabalhar nos quartéis. O cabo e o sargento estão na delegacia de homicídios, no centro do Rio, para prestar depoimento. Eles tiveram a prisão temporária decretada por suspeita de participação na morte do milionário, em Rio Bonito, no início do ano. Ligação Os investigadores dizem que o crime pode ter ligação com a morte de um PM, em setembro do ano passado. O policial descobriu um plano para seqüestrar Renné Senna e por isso teria sido morto pelos seguranças. Ao saber de tudo, o milionário teria demitido os funcionários. Adriana está presa numa cela, com outras cinco detentas, na carceragem da Polinter, em São Gonçalo. A polícia recebeu informações do disque-denúncia de que ela tinha a intenção de fugir para o exterior. O advogado de Adriana Almeida negou que ela pretendesse sair do país. A ex-cabeleireira foi indiciada por homicídio duplamente qualificado - quando o motivo é fútil e a vítima não tem chance de se defender. Cronologia do caso Julho de 2005: René Senna, ex-lavrador e ex-açougueiro de Rio Bonito, ganha sozinho o prêmio de R$ 52 milhões da Mega Sena Janeiro de 2006: René, então com 53 anos, se casa com a cabeleireira Adriana Almeida, de 28 anos Janeiro de 2007: Adriana paga R$ 300 mil por uma cobertura no Arraial do Cabo (RJ). No documento de compra e venda, diz não ser casada nem ter relacionamento estável 4 de janeiro: O casal briga, e Adriana deixa a fazenda de R$ 9 milhões onde morava com o marido 7 de janeiro: René Senna é morto com quatro tiros de pistola à queima-roupa no Bar do Penco 12 de janeiro: Acusada pela única filha de René, Renata, de ser a mandante do crime, Adriana depõe na delegacia de Rio Bonito. A polícia pede quebra do sigilo bancário e telefônico da ex-cabeleireira 27 de janeiro: O motorista de van Robson de Oliveira, de 27 anos, diz em depoimento de seis horas que ele e a viúva se conhecem há três anos, já namoraram, reataram em setembro e passaram o réveillon juntos em Arraial do Cabo 29 de janeiro: Adriana admite que mentiu e pede pra refazer declarações à polícia 30 de janeiro: Adriana é presa sob acusação de envolvimento no crime

Agencia Estado,

01 Fevereiro 2007 | 14h05

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