Polícia diz que suspeito confessou ter matado médica na BA

Preso de colônia penal recebeu indulto de feriado para passar Dia dos Pais livre quando mulher foi assassinada

Tiago Décimo, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2009 | 16h38

Segundo a Polícia Civil baiana, o interno da Colônia Penal Lafayete Coutinho, em Salvador, Gilvan Cléucio de Assis, de 35 anos, confessou o assassinato da pediatra paulista Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez, de 39. O crime ocorreu na última quinta-feira. O corpo da médica foi encontrado na margem de uma estrada de terra, no município de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano.

 

De acordo com o delegado geral, Joselito Bispo da Silva, a confissão foi feita em depoimento tomado durante a madrugada desta quarta-feira, 12, acompanhado por dois defensores públicos. Assis teria dito que agiu sozinho, que escolheu a vítima pela facilidade na abordagem - enquanto a pediatra arrumava as compras que havia feito em um shopping no carro e acomodava a filha, de 1 ano e 8 meses, na cadeirinha - e que o crime foi motivado por um impulso (sexual) que não consegue controlar.

 

O acusado cumpre pena, em regime semiaberto, por quatro estupros, atentado violento ao pudor e roubo. Havia sido beneficiado pela saída temporária de Dia dos Pais, iniciada no dia 5 (um antes do crime). Ele contou que, depois de abordar a médica no estacionamento do centro comercial, não a deixou sair do banco de trás do veículo, no qual ela acabava de deixar a filha, e assumiu a direção.

 

Foi direto, pela BR-324 - principal rodovia baiana, para a estrada de terra, onde havia planejado executar o estupro. Ao chegar ao local, perto da entrada de uma fazenda, porém, Rita de Cássia teria tentado fugir. A atitude teria feito com que Assis a perseguisse, de carro, e atropelasse. Ele negou que o estupro tenha ocorrido. Depois, voltou pela BR-324 e abandonou o carro, com o bebê dentro.

 

Assis foi reconhecido por policiais durante a análise das imagens do circuito interno do shopping e preso quando retornava à colônia, por volta das 14 horas de ontem. Em princípio, negou o crime. Ele está detido na carceragem da Delegacia de Homicídios e já teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

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